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OesteCIM vai ter Central de Compras para poupar verbas

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A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) prevê arrancar dentro de três meses com uma Central de Compras (CC), que se estima venha a proporcionar aos 12 municípios da região uma poupança anual de um milhão de euros. “Estimamos que esta estratégia de compras tenha um potencial de poupança anual de cerca de um milhão de […]

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) prevê arrancar dentro de três meses com uma Central de Compras (CC), que se estima venha a proporcionar aos 12 municípios da região uma poupança anual de um milhão de euros. “Estimamos que esta estratégia de compras tenha um potencial de poupança anual de cerca de um milhão de euros”, disse Tiago Monteiro, coordenador da CC da OesteCIM, depois de ter apresentado o projecto na Assembleia daquele órgão. A CC assenta num modelo colaborativo de aquisições que conta com a adesão de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, que fazem parte da OesteCIM e que, segundo Tiago Monteiro “deverá começar a dar resultados dentro de três a quatro meses”. De acordo com um estudo prévio da OesteCIM “os municípios do Oeste não apresentam estratégias de compras adequadas”, baseando-se em “processos aquisitivos longos, em formato de papel, hierarquizados e burocratizados, para além de não beneficiarem do poder negocial que resulta da agregação de necessidades de entidades com perfil de consumo semelhante”. Suportada por uma plataforma electrónica que agregará as compras de consumíveis e serviços de todos os municípios, a central pretende inverter esta situação. Além da “redução de custos de aquisição através da celebração de acordos de fornecimento dos produtos mais consumidos”, o estudo aponta entre as principais vantagens a “simplificação dos processos de aquisição, reduzindo, por exemplo, os concursos públicos”. Até ao final do ano a CC prevê avançar com a aquisição de três categorias de produtos, nomeadamente papel, consumíveis de impressão e produtos de higiene e limpeza, que representam no conjunto seis por cento do total das compras dos municípios, que rondam os sete milhões de euros. “São aquisições na ordem dos 400 mil euros, onde prevemos uma poupança de 40 mil euros”, adiantou Tiago Monteiro. Numa segunda fase o modelo será alargado aos combustíveis, a maior fonte de despesas dos municípios, com uma fatia de cerca de 14 por cento do total das aquisições, e gradualmente deverá estender-se a todas as compras e alguns serviços como as telecomunicações ou o fornecimento de refeições escolares. A adesão dos municípios à Central de Compras é voluntária e não acarreta custos para os municípios nem para as empresas concorrentes ao fornecimento de materiais. Com esta CC muitos Municípios deixam de ter armazéns, uma vez que os contratos de fornecimento serão celebrados de acordo com a necessidade dos consumíveis, o que libertará espaço. Falta saber se alguns funcionários deixarão de laborar nas Câmaras Municípios e nas empresas municipais, nomeadamente nos armazéns, uma vez que com este tipo de compras os armazéns deixam, em muitos casos, de fazer sentido. O técnico que apresentou o projecto também não soube explicar, apesar de alguns deputados assim pretenderem, se as compras serão feitas sempre em primeiro lugar a empresas locais. Este assunto não ficou claro, uma vez que as aquisições serão em grande escala, logo, só as empresas com grande capacidade poderão competir com os preços mais baixos. Carlos Barroso

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