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Centenário da Implantação da República (1910-2010) Numária- O Papel-moeda 1910 -2010 Por: Luís Manuel Tudella

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MIL ESCUDOS Conde de Castelo Melhor A personalidade para ilustrar esta nota recaiu na figura de Luís de Vasconcelos e Sousa, “Conde de Castelo Melhor” (1636-1720), destacado homem da política no reinado de D. Afonso VI. Este trabalho foi efectuado pela casa Bradbury, Wilkinson & Cº. Ltd., New Malden, Surrey. Na frente da nota foram […]
Centenário da Implantação da República (1910-2010) Numária- O Papel-moeda 1910 -2010 Por: Luís Manuel Tudella

MIL ESCUDOS Conde de Castelo Melhor A personalidade para ilustrar esta nota recaiu na figura de Luís de Vasconcelos e Sousa, “Conde de Castelo Melhor” (1636-1720), destacado homem da política no reinado de D. Afonso VI. Este trabalho foi efectuado pela casa Bradbury, Wilkinson & Cº. Ltd., New Malden, Surrey. Na frente da nota foram aplicadas duas estampagens calcográficas (talhe-doce); uma, a azul, contendo o retrato do conde de Castelo Melhor, a outra, a verde-escuro com uma vista do Palácio de Sintra, e a cercadura contendo motivos geométricos em linha branca. O verso tem uma estampagem calcográfica, a castanho-escuro, com uma panorâmica do Castelo de Almourol, um emoldurado de guilhoché em linha branca e linha cheia, e a cabeça em relevo, de um guerreiro antigo. O papel foi fornecido pelo fabricante Portals, Limited, Laverstoke Mills, Whitchurch, Hampshire, tem como filigrana, no lado direito, visto à transparência pela frente, a cabeça de Aníbal, de perfil para o centro. Dimensões da nota 184 x111 mm. Foram emitidas 1 033 500 notas com a data de 18 de Novembro de 1932. Primeira emissão, 3 de Setembro de 1934, e a última, 5 de Setembro de 1939. Foram retiradas de circulação em 30 de Junho de 1948. Biografia: Luís de Vasconcelos e Sousa, 3º. Conde de Castelo Melhor nasceu no ano de 1636, filho de João Rodrigues de Vasconcelos, senhor de Valhelhas, e de sua mulher Dona Mariana de Lencastre Vasconcelos e Câmara, 2ª.condessa de Castelo Melhor. Distinguiu-se como um valente soldado às ordens de seu pai, na defesa das fronteiras de Espanha. Consta que após certa rixa entre fidalgos no jogo da péla, da qual resultou a morte do conde de Vimioso, D. Luís exilou-se em França, esperando que o tempo apagasse da memória dos homens o caso do qual era o principal culpado. Quando regressou a Portugal sua mãe desempenhava um papel de dama de honor, depois camareira-mor na Corte. As irmãs foram recolhidas às Albertas de Carnide e das Janelas Verdes, antes damas da Rainha. Tinha na Corte rivais que foram conselheiros privados da rainha, como o marquês de Marialva e o secretario de Estado Pedro Vieira da Silva. Casou com Dona Guiomar de Trava e Sousa Faro e Veiga, de onde adveio uma geração de quatro filhos, dois de cada sexo. Segundo Veríssimo Serrão, foi um verdadeiro estadista; fora obrigado a exilar-se em França entre os anos 1655 a 1657, por suspeitas na implicação da morte do conde de Vimioso. Regressado a Portugal combateu na defesa da província do Minho, saindo gravemente ferido. No ano de 1659 recebeu o reposteiro – mor do Paço. Distinguiu-se na crise de 1662, desempenhado as funções de camareiro de serviço. D. Afonso VI, em reconhecimento pelos seus préstimos galardoou-o com a nomeação para o cargo de escrivão da puridade, espécie de secretário privado.A tendência centralizadora que a Restauração impunha, o ofício era de maneira a concentrar nas mãos do beneficiário a máquina da administração pública, pelo que sendo colaborador directo do monarca, ao Conde de Castelo Melhor, lhe foi incumbido os actos públicos, receber juramentos de fidelidade e obediência à Coroa, seguir o Rei em todos os actos oficiais, nas nomeações para cargos de administração no Reino e no Ultramar, consultas nos Tribunais e na correspondência diplomática. Um mal estar instalou-se no Reino devido à incúria dos conselheiros de D. Luísa de Gusmão, tendo o Conde conseguido afastar os seus inimigos exercendo o poder que detinha junto do Rei e debruçando-se em duas missões chaves; a primeira assegurar a continuidade do seu governo, pelo que rodeou o infante D. Pedro de gente de sua confiança; segundo reorganizar as tropas portuguesas para expulsar os espanhóis que entretanto tinham tomada Évora com um grande exército, sob o comando de João de Áustria. O Conde sob o seu governo foi feliz no campo militar obtendo nos anos de 1663 e 1665 vitórias na batalha do Ameixial e Montes Claros. Fruto destas vitórias foi assinado o Tratado de Paz com Espanha, em Madrid no mês de Janeiro e no mês de Fevereiro em Lisboa no ano de 1668. Sendo um dos obreiros na vitória da Guerra da Restauração e apaziguados os ânimos entre Portugal e Espanha, procurou apoios diplomáticos em França com o fim de casar o rei D. Afonso VI, obtendo como noiva Maria Isabel Francisca de Sabóia, que anos mais tarde o afastou do governo com a ajuda do infante D. Pedro. Foi obrigado a exilar-se por imposição da rainha que não o deixava regressar a Portugal, instalando-se em Paris, depois em Inglaterra, onde solicitou auxílio a D. Catarina de Bragança mulher de Carlos II. Aqui permaneceu algum tempo desempenhando notáveis serviços na Corte. Regressou a Portugal após a morte de D. Maria Francisca de Sabóia, tendo-se fixado em Pombal onde era alcaide – mor e comendador. Foi capitão do donatário da ilha de Santa Maria, desde 1667 até à sua morte, no ano de 1720. Bibliografia: “O papel-moeda em Portugal” Banco de Portugal. Trecho de história de Veríssimo Serrão. Wikipedia.org/Conde de Castelo Melhor. Óbidos – Outubro de 2010.

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