Membro do Governo visita Grupo ALTRI

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O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural (SEFDR), Rui Pedro Barreiro, reuniu com a administração do Grupo ALTRI, na Amoreira para abordar assuntos de política florestal, nomeadamente sobre a sustentabilidade do abastecimento às indústrias, fitossanidade florestal e investigação. “Estamos interessados que este tipo de empresas possam potenciar a sua capacidade produtiva, e a […]
Membro do Governo visita Grupo ALTRI

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural (SEFDR), Rui Pedro Barreiro, reuniu com a administração do Grupo ALTRI, na Amoreira para abordar assuntos de política florestal, nomeadamente sobre a sustentabilidade do abastecimento às indústrias, fitossanidade florestal e investigação. “Estamos interessados que este tipo de empresas possam potenciar a sua capacidade produtiva, e a criação de emprego é essencial. A importação de madeira ainda acontece nos dias de hoje e queremos aumentar a produtividade nacional e criar condições para que as empresas com esta dimensão possam crescer e consolidar-se no mercado europeu e mundial enquanto excelentes produtores, pelo que é preciso haver mais investimento”, disse no final da reunião. Mas não só a madeira interessa ao governante, que considera que os viveiros e a investigação científica associada ao desenvolvimento da capacitação florestal “está na ordem do dia e é uma das razões que me fazem vir hoje a estas instalações”. “Nós, Estado, temos várias maneiras de poder ajudar. Em primeiro lugar tem a ver com a lógica organizacional da produção da floresta. Portugal já tem hoje quase 40% do seu território de área florestal mas precisamos de criar produtividade e condições organizativas, nomeadamente aquelas que se prendem com o minifúndio, que possam potenciar a capacidade produtiva. Por outro lado, temos também meios financeiros no âmbito do PRODER disponíveis para o âmbito florestal e devemos incentivar e criar condições para que esse investimento, que existe e está disponível, possa acontecer”, disse Rui Pedro Barreiro. Neste momento o orçamento global do PRODER para a área florestal são 750 milhões de euros, mas “não está todo contratualizado e por isso é que estamos a dizer que o dinheiro existe e que tem que ser utilizado”. Durante este ano tem havido um conjunto de investimentos significativos nessa área e o número de projectos aumentou significativamente, mas o governante considera que “não podemos desperdiçar os meios financeiros que temos à nossa disposição”. No caso dos viveiros há um objectivo claro, de investimento, o que “é extremamente importante”, nomeadamente no PRODER e que o secretário de estado gostaria que viesse a ser concretizado. “No PRODER, do ponto de vista global já estamos acima dos 30% de contratualização, mas isso não nos deixa satisfeitos uma vez que há medidas com diferentes áreas”. Em algumas áreas importantes para a prevenção dos fogos florestais e protecção da floresta “tem havido condições de salvaguardar e há investimento”, assegurou Rui Pedro Barreiro, que deu como exemplo o facto de este ano terem sido “aprovados 20 milhões só para a defesa da floresta contra incêndios”. “Para nós o importante é potenciar os meios disponíveis de forma a garantir que o terceiro sector exportador português, que tem a ver com as fileiras florestais, se possa consolidar e continuar a crescer. Há um dado importante, que muitas vezes não é divulgado, que se relaciona com o valor acrescentado nacional e a floresta é, provavelmente, um dos sectores onde o valor acrescentado é mais importante”. “Acresce valor em Portugal. Se compararmos com outros sectores, mesmo exportadores, e fizermos o balanço entre o que importamos e o que exportamos verificamos que na floresta e nas fileiras florestais temos uma mais valia importante”. 20 milhões de euros correspondem a candidaturas e projectos aprovados no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, feitos por autarquias, associações de produtores florestais. Relativamente aos fogos florestais o valor global previsto para 2011 são 30 milhões de euros, que se repartem por várias áreas, nomeadamente sapadores florestais. “A prevenção nunca está feita e a grande mensagem que tento passar é que depende muito de nós enquanto cidadãos. A grande maioria dos incêndios acabam por decorrer de actos negligentes, logo a acção humana é fundamental para podermos diminuir claramente esse numero de incêndios”, acrescentou a Secretário de Estado. Carlos Barroso

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