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Uma tarde de Inverno, um chá e música

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Está mais um sábado invernoso. Não apetece sair à rua e é tempo bom para ler o Expresso, tomar um chá e ouvir música. Que tal Vivaldi e As Quatro Estações? Pois foi isso mesmo que fui ouvir no leitor de CD. Não sou um melómano, não conheço uma nota de música (nem do tamanho […]

Está mais um sábado invernoso. Não apetece sair à rua e é tempo bom para ler o Expresso, tomar um chá e ouvir música. Que tal Vivaldi e As Quatro Estações? Pois foi isso mesmo que fui ouvir no leitor de CD. Não sou um melómano, não conheço uma nota de música (nem do tamanho de um camião), tenho um ouvido talvez duro, não toco nenhum instrumento. Mas mesmo assim gosto de música, Duvido que exista alguém no mundo que não goste de As Quatro Estações, de Vivaldi. Quando cantava no Orfeon Académico e muito mais tarde nos Antigos Orfeonistas, integrava-me nos baixos e era inapto para solar (fazer um solo). Antes de ouvir uma peça musical, gosto de a tentar perceber, enquadrar, como dizia a minha Mãe que chegou a tocar piano muito bem Vivaldi, é um compositor instrumental como toda a gente sabe, que aprecio porque o suponho compreender na sua intenção programática, ao pretender descrever ou expressar com sons, ideias poéticas, diria mesmo extra-musicais. É uma música muito sensorial. Ao ouvir o Inverno, mesmo na minha simplicidade, encontro tonalidades menores, embora expressivas. Sugere-me bem a ideia do frio, com notas repetidas que me entram como agulhas, seguidas de rajadas do solista, a que a orquestra dá resposta. O Inverno, descreve primeiro o frio e a batear de dentes, depois momentos calmos junto ao fogo e, enfim, a alegria temerária de deslizar no gelo quebradiço e ouvir o assobio dos ventos invernais. O andamento que mais aprecio, é aquele em que Vivaldi utiliza o pizzicato para representar a chuva, enquanto permite ao solista divagar numa melodia sonhadora. Como disse, não sou um entendido. Mas talvez por isso, As Quatro Estações, para mim são uma obra singular, que ultrapassa os limites da chamada música. Fleming de Oliveira

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