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Hospital das Caldas vai entrar em obras

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O Hospital das Caldas vai estar em obras para ajustamento e melhoramento de alguns serviços durante este ano. Os melhoramentos vão-se estender também às unidades de Alcobaça e Peniche com a inclusão de mais consultas de especialidade e reforço da manutenção do serviço de urgência nestas duas unidades, de modo a descongestionar o serviço de […]
Hospital das Caldas vai entrar em obras

O Hospital das Caldas vai estar em obras para ajustamento e melhoramento de alguns serviços durante este ano. Os melhoramentos vão-se estender também às unidades de Alcobaça e Peniche com a inclusão de mais consultas de especialidade e reforço da manutenção do serviço de urgência nestas duas unidades, de modo a descongestionar o serviço de urgência nas Caldas. A primeira zona a intervencionar no Hospital Distrital será o serviço de obstetrícia e mais tarde será o serviço de urgência geral, foi revelado durante uma visita do Governador Civil de Leiria, na passada quarta-feira. “Vamos avançar com obras no piso de ginecologia e obstetrícia, vamos iniciar obras no piso cirúrgico no segundo trimestre. Vão permitir ter condições para que as parturientes quando se deslocam ao Hospital possam ter um espaço condigno. Vão também facilitar a organização do serviço. Nesta fase será resolver o problema a nível da urgência e ganhar algum espaço para colocar mais algumas camas”, anunciou Carlos Sá, presidente do Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON). Carlos Sá revelou que as obras vão acontecer com o serviço em funcionamento, mas assumiu que haverá alguns congestionamentos. “Obviamente que vão haver algumas condicionantes. Dentro do possível vamos manter a actividade dos serviços. As obras demorarão cerca de dois meses. Vamos realizar obras primeiro noutro local e vamos deslocalizar o serviço para lá e depois faremos obras na obstetrícia. Esperamos que o impacto seja o mínimo possível”, disse. “Em Peniche vamos fazer uma reabilitação do bloco e adaptando-o a uma unidade de cuidados continuados como estava previsto. Em Alcobaça vamos deslocar para lá o serviço de cirurgia de ambulatório”, referiu o presidente do CA. O valor total destas intervenções “ainda está em negociação” e Carlos Sá não quis revelar qual é. Por insistência dos jornalistas apenas disse que as obras no Hospital das Caldas se situam entre um e dois milhões de euros, escusando-se a dizer qual o valor para os melhoramentos em Alcobaça e Peniche, apesar de ter dito que será uma verba superior. “Estamos a falar da reabilitação e melhoramento de alguns serviços. Estas obras nada têm a ver com a ampliação. Há um gabinete que está a realizar esse projecto e esperamos avaliá-lo e discuti-lo com a ARS e com o Ministério da Saúde”, manifestou. Além das obras para que os serviços funcionem melhor na medida do possível, há muito que está também prometida uma máquina TAC, mas parece que só aparecerá no final deste ano, ao contrário daquilo que já tinha sido dito que seria no início deste ano. “O aparelho TAC ainda não se encontra no Hospital das Caldas, porque o caderno de encargos só vai ser posto a concurso durante este mês de Fevereiro e depois decorrem quatro meses no concurso internacional”, indicou, adiantando que está envolvida uma verba de meio milhão de euros. O presidente do CHON pretende que este equipamento vital para o diagnóstico esteja em funcionamento no “último trimestre deste ano”. O dirigente assegura apesar de haver pouco espaço para funcionarem os serviços, para o TAC haverá uma zona para a colocação deste serviço importantíssimo na urgência hospitalar. “Vamos recolocar zonas de vestiários e balneários para outras zonas, para ganharmos espaço para colocar o TAC e todo o serviço e imagiologia”, apontou. O presidente do CHON mostrou-se desagradado por ter doentes nos corredores e profissionais sem condições, mas garantiu que está a trabalhar no sentido de minimizar este impacto. “Acho que temos de dar o mínimo de dignidade ao doente e o mínimo de qualidade ao profissionais de saúde para poderem dar a melhor resposta possível aos doentes. É nesse sentido que estamos a trabalhar e é por isso que vamos fazer obras. Contudo estamos cá há cinco meses e as coisas não acontecem de um momento para outro e vão demorar o seu tempo. Nas Caldas vamos ter remodelações e Alcobaça e Peniche também vão sofrer melhoramentos. Mas obviamente que gostaria de não ver aquilo que vejo quando entramos nas urgências”, disse. Para tentar minimizar o impacto de muitas pessoas acorreram a Caldas, o CA decidiu deslocar algumas consultas externas para Alcobaça e Peniche, de modo a que as pessoas destes Municípios sintam também a organização do CHON “O objectivo que temos com o alargamento das consultas externas da Peniche e Alcobaça é estarmos mais próximos dos cidadãos. As pessoas que não tinham determinadas consultas de especialidades passam a ter esse acesso. Um dos objectivos que temos é prestar os melhor serviço de qualidade à população dentro do possível, no local mais acessível, onde as pessoas habitam. Esta é uma alteração estrutural que implementamos que visa reforçar o papel dos Hospital de Alcobaça e Peniche no CHON ao nível da consulta externa”, disse Carlos Sá. Já Nuno Santa Clara, director clinico do CHON, referiu que as populações de Alcobaça e Peniche, “que estavam um pouco descrentes das virtualidades da criação do CHON, podem perceber com esta medida que há vantagem”. “A articulação com um Hospital de maior dimensão permite-lhes ter coisas que por si só não poderiam implementar. Sem pulverizar os serviços e mantendo o núcleo nas Caldas, aquilo que estamos a fazer a nível da consulta externa é colocar consultas de especialidades na consulta externa que nunca tinham existido nem em Peniche, nem em Alcobaça, aproveitando a flexibilidade e a disponibilidade dos médicos especialistas ao irem uma a duas vezes por semana a essas duas cidades”, acrescentou. Nuno Santa Clara explicou que na passada semana iniciaram-se consultas de pediatria, gastroenterologia, de dor crónica, psiquiatria em Peniche e em Alcobaça estão a iniciar consultas de gastroenterologia, de psiquiatria e espera em breve começar consulta de ortopedia e de cardiologia. “Na medida do possível vamos progredindo neste sentido. Com esta descentralização, de certa forma a afluência de pessoas ao mesmo tempo à consulta externa nas Caldas fica mais aliviada”, descreveu. O director clinico lembra que há especialidades que necessitam de equipamento pesado e “o CHON não pode triplicar o equipamento, mas nas especialidades em que é possível o médico desloca-se com um pequeno investimento em termos de equipamento e evita que as pessoas venham de Peniche ou de Alcobaça às Caldas para terem uma consulta que podem ter na sua terra”. Como mensagem para a população, Nuno Santa Clara sublinhou que “as pessoas de Alcobaça e de Peniche não tem, nem devem vir às urgências do Hospital das Caldas. As pessoas de Alcobaça e de Peniche devem em primeiro lugar dirigir-se à urgência do Hospital de Peniche e de Alcobaça. São urgências básicas que estão a funcionar e são para continuar a funcionar em melhores condições e forma reforçadas. Em ambos os Hospitais existe um reforço de equipas naquilo que é obrigatório nas urgências básicas (dois médicos e um enfermeiro), tendo-se juntado um internista de serviço, o que é uma mais-valia. Depois lá decide-se se se justifica a transferência para Caldas”. Carlos Barroso

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