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Carta ao Director

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Educações Paralelas – Valeu a pena lermos o Editorial da vossa edição de 2-2-2011. Fez-nos reflectir no uso indiscriminado dos ‘instrumentos virtuais’ que obrigam à exposição permissiva e irreversível do incauto indivíduo. Não podíamos estar mais de acordo. – Essa mesma edição vem recheada de informação pertinente (sem opinião: no melhor exemplo de jornalismo investigativo) […]

Educações Paralelas – Valeu a pena lermos o Editorial da vossa edição de 2-2-2011. Fez-nos reflectir no uso indiscriminado dos ‘instrumentos virtuais’ que obrigam à exposição permissiva e irreversível do incauto indivíduo. Não podíamos estar mais de acordo. – Essa mesma edição vem recheada de informação pertinente (sem opinião: no melhor exemplo de jornalismo investigativo) , essencial ao cidadão participativo e começa logo na primeira página: A) – Os protestos dos ‘colégios’ privados: Pergunta-se : O que são “Ensino Cooperativo e contratos de Associação? Parece-nos que o normal seria que os ‘associados’ e ‘cooperativos’ se bastassem a si mesmos ou participassem significantemente nas despesas, encargos educacionais e contratuais (com os proprietários) da escolha que fizeram livremente. Estranho é que se espere que todos os contribuintes nacionais sustentem completamente empresas privadas que, como privadas que são, podem ‘privar’ os alunos de 2 dias de aulas curriculares para usar esses mesmos alunos, de menor idade e professores em demonstrações políticas, em que (alegadamente!) a ausência à mesma era punida com marcação de falta! – Alega-se que custa ao Estado – ou seja, a todos nós contribuintes – 4.000 euros por aluno/ano. Portanto, a contabilidade desses dinheiros públicos deveria ser sujeita ao escrutínio público – Alega-se que há professores nessas organizações privadas a receberem a ‘recibos verdes’. Prática imoral e incompetente que os encarregados de educação, principalmente, não deviam sancionar. Parece-nos obscuro este processo em que todos os contribuintes nacionais pagam muito para alguns receberem, talvez, mais do que deveriam. – Transparência e reflexão sobre as diferenças entre a escola, enquanto ‘empresa privada’ (responsabilidade única do encarregado da educação) e a escola ‘pública’ (obrigatória, e de contabilidade responsabilizada ao cêntimo pelo Estado), é urgentemente desejável e necessária. Porque assim, denuncia uma contradição, pior, uma promiscuidade entre o Município e o negócio financeiro privado que, em nada, beneficia a sociedade civil. – Apesar dos veementes protestos do Sr. Tinta Ferreira (agradece-se a cândida exposição de como tudo começou), na defesa da empresa privada (Grupo GPS – quem são os accionistas?) e contra o Estado que representa, gostaríamos de o ver, na sua responsabilidade de Vereador da Educação (e porque acreditamos sinceramente não haver conflitos de interesse), bater-se pela democrática escola pública da qual temos muitos e excelentes exemplos de competência, em Caldas da Rainha e a sofrer, há muito, com professores a horários 0. – Assim, esta página inteira de justificações sobre a decisão (insustentável a longo prazo) de Governos e Municípios de apoiar a contradição desta ‘educação paralela’ privada e financiada a 100% (agora a 80%) por dinheiros públicos é, pelo menos, inconsistente. – No entanto, contamos consigo, Sr. Vereador T. Ferreira para reconsiderar as suas lealdades e apoiar como todos nós, o esforço notável – para quem vem de um passado não muito longínquo e relembrado em que a educação era pouco menos que um privilégio – de uma educação (formação académica) equitativa, sem influências religiosas, partidárias, racistas ou de privilégios e lucros financeiros ! – Infelizmente com mais esta concessão de um governo insensato de outros 5 anos de mais do mesmo , em Óbidos e com requintes publicitários, anuncia-se extensamente os ‘complexos escolares’(?) – Alvito e Arcos – desta vez do Grupo financeiro (da Câmara ?) , pago , possivelmente, nos mesmos moldes , i.e. pelos nacionais contribuintes, eles e nós. Lamentável! – B) – A APEDE não se pronuncia (sic) sobre ‘essa luta’, referindo-se, julgamos à presença de outros que não os professores associados e admite que a sua iniciativa pelas revindicações legítimas (que todos apoiamos e agradecemos) ficou diluída! Sem comentário! Margarida Mauperrin

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