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Estudante residente no Bombarral arrastada por onda na Madeira

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Uma jovem natural das Caldas da Rainha, residente no Bombarral e estudante na Faculdade de Psicologia em Lisboa, foi arrastada na passada segunda-feira por uma onda gigante, quando se encontrava a passear na praia das Lajes, freguesia do Seixal, Madeira, onde estava de férias com outros colegas. Outra jovem estava desaparecida, no fecho desta edição, […]
Estudante residente no Bombarral arrastada por onda na Madeira

Uma jovem natural das Caldas da Rainha, residente no Bombarral e estudante na Faculdade de Psicologia em Lisboa, foi arrastada na passada segunda-feira por uma onda gigante, quando se encontrava a passear na praia das Lajes, freguesia do Seixal, Madeira, onde estava de férias com outros colegas. Outra jovem estava desaparecida, no fecho desta edição, enquanto que um rapaz e uma rapariga foram resgatados do mar. A notícia do desaparecimento de Delmira Sousa, de 20 anos, foi recebida com dor pela família, residente em Bom Vento, freguesia do Carvalhal, concelho do Bombarral. Na noite de segunda-feira, quando o JORNAL DAS CALDAS os contactou, os familiares não estavam em condições de falar, até porque dispunham de poucas informações sobre o que se passou. Os quatro jovens, estudantes de Psicologia, com idades entre os 19 e os 22 anos, passavam desde 11 de Fevereiro alguns dias na ilha da Madeira e foram apanhados de surpresa pela onda gigante, entre sete a nove metros, criada pelas violentas condições climatéricas. Dois conseguiram sobreviver. Ricardo, madeirense, sofreu vários hematomas e foi resgatado por um cantoneiro da Junta de Freguesia do Seixal que se atirou ao mar e puxou-o para terra, e Inês Mendes, natural de Carnaxide, que tem uma perna partida, foram internados no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal. As outras duas raparigas, Mónica Serrão, do Funchal, e a outra do Bombarral, não voltaram a ser vistas. Na altura do acidente estava activo um aviso das autoridades para as condições climatéricas adversas e perigosas. O alerta para o desaparecimento foi dado cerca das 15h00, e de imediato foram accionados meios da Marinha, Força Aérea, Protecção Civil e da Associação Madeirense de Socorro no Mar (SANAS). As buscas prosseguiram por ar, mar e terra até ao pôr-do-sol, mas sem resultados. Iriam ser retomadas na terça-feira. Colegas da Faculdade de Psicologia falam já em homenagear as desaparecidas, colocando uma flor à entrada do estabelecimento de ensino, ao mesmo tempo que se apela ao acompanhamento com traje, em sinal de luto. Francisco Gomes

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