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Biblioteca Municipal vai sofrer obras para combater degradação do tecto

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A Câmara das Caldas vai realizar uma intervenção na Biblioteca Municipal ainda neste primeiro trimestre, anunciou a vereadora da cultura Maria da Conceição. Este anúncio surge depois de várias placas do tecto falso terem começado a cair e embora não tenham atingido qualquer utente, têm causado algum transtorno a quem frequenta o edifício, que tem […]
Biblioteca Municipal vai sofrer obras para combater degradação do tecto

A Câmara das Caldas vai realizar uma intervenção na Biblioteca Municipal ainda neste primeiro trimestre, anunciou a vereadora da cultura Maria da Conceição. Este anúncio surge depois de várias placas do tecto falso terem começado a cair e embora não tenham atingido qualquer utente, têm causado algum transtorno a quem frequenta o edifício, que tem 14 anos. “Temos de retirar as placas todas. Numa primeira fase teremos de intervir no auditório”, disse a vereadora, que já mandou os serviços técnicos avaliarem o edifício para saberem qual a origem do problema da queda das placas, embora se suspeite ser de infiltrações. A autarca revelou também que, aproveitando esta intervenção faseada, que poderá levar ao encerramento do edifício em Agosto e Setembro, haverá uma intervenção no piso. Além destes problemas técnicos existe também um relacionado com a falta de tomadas para ligação à energia de computadores portáteis que muitos utentes usam no espaço. Maria da Conceição assegurou que a intervenção vai avaliar todos os problemas. “Queremos obras no primeiro trimestre deste ano, numa primeira fase. Se tivermos de encerrar o espaço para que as obras se desenvolvam mais rapidamente, será em Agosto e Setembro, altura que causará menor transtorno para os utilizadores. Mas também temos a possibilidade de fazer obras de forma faseada e por salas. Está tudo a ser avaliado neste momento”, explicou a tutelar da pasta da cultura. Por toda a biblioteca existem muitas placas soltas ou buracos pelas quedas dessas placas. Perante este cenário, alguns utilizadores com quem o JORNAL das CALDAS falou disseram que as placas deveriam ser todas removidas, até porque libertam um pó alérgico. Os utentes dizem mesmo que a biblioteca ficaria mais interessante sem as placas, porque tem a placa de betão, aconselhando apenas a uma pintura do tecto. O auditório é o espaço mais crítico, onde várias placas do tecto falso caíram e outras foram retiradas para reduzir o perigo, e apresenta também os rodapés negros das infiltrações e as paredes com salgadiço. Semelhante problema possui a área do espaço infantil da Biblioteca. As infiltrações de águas, quer através do tecto do quer do solo, motivaram reclamações escritas de utentes, que pedem uma intervenção no espaço que alberga mais de 54 mil títulos, entre livros e documentação. Os problemas das infiltrações poderá também estar relacionado com a queda de folhas dos plátanos e de bolas que ficam presas nos sistemas de escoamento do edifício, um mal que também acontece no Centro da Juventude e que carece de intervenção pontual. Com 9.630 leitores inscritos, no ano passado foram requisitados mais de 10 500 títulos e mais de 4000 mil pessoas usaram o espaço Internet. O “elevado índice de utilização” é uma das dificuldades para a realização das obras. A biblioteca dispõe de salas de reservados que albergam colecções doadas por particulares mas, segundo conseguimos apurar, nenhuma documentação foi até agora afectada. Este problema no espaço cultural da cidade foi denunciado pelos vereadores do PS, Delfim Azevedo e Rui Correia, que no seu blogue escrevem que “todo o edifício se encontra com problemas graves de infiltrações de água que penetra já profundamente em tectos e paredes, havendo já danos de monta no edifício que, não sendo irreparáveis, exigem que sejam tomadas medidas urgentes de forma a salvaguardar o valor do edifício”. “O apodrecimento de madeiras, embolorização de pinturas, empenamentos das madeiras e permeabilidade de calhas e lajes degradaram pinturas e destruíram tectos falsos, que vão caindo nomeadamente no seu auditório, frequentemente utilizado por grupos de estudantes. Trata-se de um equipamento público onde se armazenam milhares de documentos em papel e é desejável para um concelho que não dispõe ainda de um arquivo municipal que a Câmara aja com diligência e velocidade para assegurar as condições adequadas ao usufruto por parte de muitas crianças e adultos dos documentos e recursos disponíveis”, dizem. Carlos Barroso

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