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2010 terminou com mais desemprego nas Caldas

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A União dos Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) vê com preocupação o aumento do desemprego verificado em 2010 e as perspectivas de novo aumento em 2011. O ano termina com mais de 540 mil desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), crescendo 3,3% relativamente ao final de 2009. Nas Caldas da […]
2010 terminou com mais desemprego nas Caldas

A União dos Sindicatos do Distrito de Leiria (USDL) vê com preocupação o aumento do desemprego verificado em 2010 e as perspectivas de novo aumento em 2011. O ano termina com mais de 540 mil desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), crescendo 3,3% relativamente ao final de 2009. Nas Caldas da Rainha, em 2009 havia 2506 inscritos no IEFP. Em 2010, o número ascendia a 2669, ou seja, mais 163 pessoas. Há mais mulheres inscritas (1447) do que homens (1222). 897 estão inscritos há mais de um ano. 162 à procura do primeiro emprego. 2507 aguardam por um novo emprego. O grupo etário mais afectado é o que se situa entre os 35 e os 54 anos. E são em maior número os inscritos com escolaridade ao nível do secundário. “As declarações de membros do Governo sobre o tema, afirmando que o pior já terá passado são por isso irresponsáveis, prematuras e insensatas. Confundem propositadamente variações conjunturais – descida mensal de 0,9% – com variações anuais que indicam o aumento do desemprego. E ignoram as previsões do Banco de Portugal de quebra do PIB em 2011 em 1,3% e do emprego em 1% e o consequentemente aumento do desemprego. Ignoram a destruição de mais de 245 empresas no distrito em 2010, mais 10% relativamente a 2009”, manifesta José Fernando, coordenador da USDL. Ao número de inscritos nos centros de emprego há a adicionar muitos outros milhares. Desde logo, os desempregados envolvidos em medidas de emprego e formação profissional que por essa via saem do ficheiro do desemprego do IEFP. Segundo a USDL, serão mais de 85 mil desempregados nessa situação, havendo que juntar os que não se registam nos centros de emprego por não terem acesso a prestações de desemprego ou porque os centros de emprego não lhes oferecem alternativas de emprego, nomeadamente os mais jovens. No final do ano de 2010, mais de 17% dos Trabalhadores por Conta de Outrem (TPO) do distrito estavam desempregados. De acordo com o IEFP, havia 19 042 inscrições no distrito em Dezembro de 2010, ou seja, mais 1,65% que em igual período de 2009. Em 2010 inscreveram-se 30 575 desempregados, nos Centros de Emprego do distrito. “A valorização do trabalho e a defesa do aparelho produtivo, são as respostas certas para problemas velhos. Face a este panorama o distrito e o país não precisa de alterações, para pior, ao Código do Trabalho para facilitar os despedimentos, reduzir as indemnizações, pôr os desempregados a trabalhar de borla para a iniciativa privada. O distrito e o país precisam de um novo rumo político que aposte no crescimento económico, priorize a criação de mais e melhor emprego e assegure a protecção e os apoios sociais aos desempregados e às famílias mais carenciadas”, sustenta José Fernando. Francisco Gomes

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