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Há doentes a mais no serviço de urgências do Hospital das Caldas

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O serviço de urgências do Hospital das Caldas é incapaz de suprir as necessidades, pela lotação de doentes internados, que é superior à lotação máxima. Estes são algumas das conclusões de uma resposta a um documento de apresentação pelo grupo da urgência médico-cirúrgica, assinada por todos os enfermeiros do serviço de enfermagem do Hospital das […]
Há doentes a mais no serviço de urgências do Hospital das Caldas

O serviço de urgências do Hospital das Caldas é incapaz de suprir as necessidades, pela lotação de doentes internados, que é superior à lotação máxima. Estes são algumas das conclusões de uma resposta a um documento de apresentação pelo grupo da urgência médico-cirúrgica, assinada por todos os enfermeiros do serviço de enfermagem do Hospital das Caldas e que foi entregue à anterior administração liderada por Manuel Nobre. O JORNAL das CALDAS tentou uma entrevista com o actual presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), mas tal não foi possível. Contudo, Carlos Sá declarou que “o serviço de urgência é uma área onde precisamos actuar, mas actualmente não temos nada de novo sobre as urgências”. No documento a que o JORNAL das CALDAS teve acesso é referido que o serviço de urgência geral (SUG) “no ano seguinte à constituição do CHON pouco se elevou de 45 mil admissões para 46 mil em 2009, já o número de doentes internados, com duração inferior a 24 horas, passou de 1430 para 2503”. O documento descreve o SUG como “um espaço físico incapaz de suprir as necessidades e uma lotação de doentes internados superior à lotação máxima da infra-estrutura”. No documento pode ler-se ainda que “a equipa de enfermagem do SUG considera que não se encontram satisfeitas as condições básicas necessárias para o garante da segurança do doente e para a prestação dos cuidados mínimos de conforto e terapêutica”. “A elevada carga de trabalho que presentemente se vive no SUG, aliada a uma falta de orientação estratégica para o futuro do serviço e instituição, revelam um incumprimento das dotações seguras capazes de garantir os níveis de segurança para o utente. Tal cenário, transfere para a esfera dos profissionais uma responsabilidade que estes não podem nem querem assumir em defesa das sua responsabilidade individual e colectiva enquanto classe profissional”, lê-se. Por último é referido que “o utente aguarda decisão terapêutica ou vaga em serviço de internamento em corredor-macas” e que “no turno da noite quando fica só um enfermeiro para dez utentes em serviço de SO”. “Enquanto as medidas propostas não forem aplicadas ou analisadas, não poderemos assumir a responsabilidade pela segurança dos utentes por nós assistidos”, dizem em conclusão os enfermeiros do Hospital das Caldas. Carlos Barroso

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