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Reforço de número de médicos por explicar

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Na semana em que a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha finalmente apreciou o funcionamento do Centro de Saúde e as suas extensões nas Caldas da Rainha, a directora do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte respondeu a várias questões do JORNAL das CALDAS. Teresa Luciano, a quem enviámos perguntas em Novembro, só […]
Reforço de número de médicos por explicar

Na semana em que a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha finalmente apreciou o funcionamento do Centro de Saúde e as suas extensões nas Caldas da Rainha, a directora do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte respondeu a várias questões do JORNAL das CALDAS. Teresa Luciano, a quem enviámos perguntas em Novembro, só as respondeu na semana passada, após a nossa insistência, dando conta apenas da quantidade de médicos e do número de utentes e confessando que “tudo está a funcionar normalmente”. A directora revelou que apenas um médico se tinha aposentado. Ainda assim não disse quantos estariam nessa situação em 2011. Apenas que “estão pedidas mais duas aposentações, mas até ao momento não se concretizaram”. Teresa Luciano refere também que seriam necessários “pelo menos mais quatro médicos para que todos os utentes pudessem ter médico de família e vamos dar início a um novo ano confiantes em que esse objectivo seja alcançado para podermos prestar um melhor serviço”, mas não diz como o vai fazer. A directora do ACES Oeste Norte indica que “em Santa Catarina existem 2790 utentes inscritos e tem consultas diariamente com dois médicos de terça a sexta-feira e um médico à segunda. Há dias em que há de tarde ou de manhã”, esclarece. Para Salir de Matos, com 2520 utentes inscritos, a directora diz que “dispõe de um médico diariamente. Nos Rostos com 971 utentes inscritos há um médico duas vezes por semana. A Foz do Arelho, que conta com 1446 utentes, tem um médico diariamente. Caldas da Rainha, com 12825 utentes, tem sete médicos”. Para Carvalhal Benfeito com 754 utentes inscritos, Teresa Luciano esclarece que “tem um médico às segunda se quartas-feiras, o que é suficiente, uma vez que cada médico deve ter pelo menos 1500 utentes”. “Alvorninha, que tem 1647 utentes inscritos, dispõe presentemente de um médico diariamente e a partir de 3 de Janeiro de 2011 terá consultas quatro dias por semana”, afirma Teresa Luciano. Apesar destas explicações, Virgílio Leal, presidente da Junta de Alvorninha, e Maria João Querido, presidente da Junta de Carvalhal Benfeito, mostram-se preocupados com a saúde das suas populações e manifestaram isso mesmo durante o jantar dos autarcas e por diversas vezes na Assembleia Municipal. Teresa Luciano não respondeu concretamente como vai ser feito o reforço de número de médicos para Carvalhal Benfeito e Landal. Não ficámos a saber também quantos funcionários fazem falta. O deputado comunista, Vítor Fernandes também se mostrou preocupado com a forma como a saúde nas Caldas está a ser gerida no sector primário. “Anda-se a arrastar, a agravar e tenho ideia de que há falta de técnicos e médicos, mas também há má gestão por parte da direcção do ACES Oeste Norte, que tem a sede nas Caldas”, disse o deputado da CDU, Vítor Fernandes. “Eu sei que o PSD não é a favor de manifestações públicas, mas proponho que se faça alguma coisa para se protestar. Esta situação é intolerável. Temos de nos manifestar e dar visibilidade ao assunto. Não fazer nada é continuar tudo na mesma. Se quisessem fazer já tinham feito”, frisou o comunista. O deputado do CDS-PP, Carlos Elias, usou igualmente da palavra para se mostrar preocupado com as extensões de saúde. Carlos Barroso

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