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Livro lançado por editora das Caldas apresentado em Lisboa

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O livro recentemente editado pela “Martins Fontes Portugal”, das Caldas da Rainha, da autoria de Paulo Mira Coelho, com o título “Eram Todos Filhos da Mãe”, foi apresentado no dia 17 de Novembro, no Centro Cultural da Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa.Perante uma sala cheia, o livro foi apresentado pelo editor, Rui Calisto, […]
Livro lançado por editora das Caldas apresentado em Lisboa

O livro recentemente editado pela “Martins Fontes Portugal”, das Caldas da Rainha, da autoria de Paulo Mira Coelho, com o título “Eram Todos Filhos da Mãe”, foi apresentado no dia 17 de Novembro, no Centro Cultural da Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa.Perante uma sala cheia, o livro foi apresentado pelo editor, Rui Calisto, e pelo jornalista Joaquim Letria. Rui Calisto sublinhou como o autor conta a história, das personagens fortes e apaixonantes e de mais pormenores que fizeram com que tivesse vontade de editar o livro. Elogiou o currículo do autor, tanto na área da comunicação como na da escrita. Paulo Mira Coelho frequentou o curso de Arquitectura na ESBAL, mas seguiu a carreira de Comunicação Social. É professor de Comunicação. Trabalha em Design Gráfico e é director de dobragens. É profissional de Rádio desde os 20 anos, como locutor e realizador de programas em várias rádios nacionais. Tem feito locução off em inúmeros documentários televisivos, bem como em audiobooks. Assina trabalhos com regularidade, na imprensa diária e periódica, em assuntos relacionados com a música. O escritor tem desenvolvido trabalho de guionista para televisão de várias adaptações e séries de entretenimento e ficção destacando-se “Juíz decide”; “O Prédio do Vasco”; “Vidas Reais”; “A Cadeira do Poder”; “Assalto à Televisão”; “Conversas Curtas”; “O Mandarim”. Tem, além do presente livro, mais três obras editadas, são elas: “Palhaço de Mim Mesmo”; “Os Símbolos do Tempo” e “O Ventre da Natureza”. Joaquim Letria, que apesar de estar afastado da comunicação social desde 1996 continua a ser uma referência no jornalismo, começou por se referir ao local escolhido para o lançamento da obra. Manifestou o seu contentamento ao ver uma antiga fábrica de armamento ser transformada num espaço de confiança, onde as armas foram substituídas pelas palavras e pelas imagens. A história deste livro acontece nos últimos cinquenta anos do século XX, o que deu o mote para que Joaquim Letria falasse das saudades que tem “dos anos inocentes do 25 de Abril, das pessoas que se mantiveram iguais a elas próprias”, e, com o seu sentido de humor corrosivo, partilhou com todos os presentes um desabafo: “Sou um democrata, mas que saudades que tenho de uma semana de fascismo!”. Paulo Mira Coelho revelou que grande parte das histórias recambolescas que fazem parte deste livro são verdadeiras e são uma síntese da vida de duas famílias típicas portuguesas que se cruzaram no passado. A obra tem muito de actual, pois, segundo o autor, “tal como no livro, continuamos a preservar os comportamentos pequenos, a inveja, as coisinhas por baixo da mesa. O que aconteceu nestas duas famílias acontece também no seio de muitas famílias portuguesas ditas tradicionais, mas as histórias, perversas e duras, acabam por ficar esquecidas porque não são contadas. A obra leva-nos a rir daquilo que nós próprios podemos ter vivido e, decorridos alguns anos, podemos perceber que cada episódio não é tão grave como na altura parecia”. O autor referiu também que nesta obra tudo se encaixa para falar nos últimos cinquenta anos do século passado. Que foi um século “carregado de ismos, um dos séculos mais importantes da história da humanidade e também de Portugal”. Que “somos um país formado por um povo que se sente pequeno só para se sentir inocente, que passa muito rapidamente do oito para o oitenta. Um povo capaz da maior doçura e também das maiores violências.” E o autor continuou dizendo que “a chegada do 25 de Abril foi um momento de grande esperança, mas pouco do sonho de renovação acabou por se concretizar”.

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