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Alunos da ESAD fazem manifestação

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Uma centena de alunos da Escola de Arte e Design (ESAD) das Caldas da Rainha manifestou-se no dia 9 de Novembro depois do almoço, contra a redução dos apoios sociais e a falta de condições ao nível de salas. Os alunos contestaram os novos critérios de atribuição de apoios sociais, temendo que a redução do […]
Alunos da ESAD fazem manifestação

Uma centena de alunos da Escola de Arte e Design (ESAD) das Caldas da Rainha manifestou-se no dia 9 de Novembro depois do almoço, contra a redução dos apoios sociais e a falta de condições ao nível de salas. Os alunos contestaram os novos critérios de atribuição de apoios sociais, temendo que a redução do número de bolsas a atribuir e dos respectivos valores “ponham em causa a continuidade de muitos alunos no ensino superior”, disse João Alves, presidente da Associação de Estudantes (AE) da ESAD. João Alves afirmou que o atraso na atribuição de bolsas “está a ser sentido de forma particular” entre os alunos da ESAD, por se tratar “de uma escola de artes onde é preciso comprar vastas gamas de materiais a preços elevados”. Dos 1200 alunos da escola, mais de 300 são afectados pelo atraso no pagamento das bolsas, “sobretudo numa altura em que a escola pede cerca de 300 euros para pagamento da inscrição e da propina dos dois primeiros meses”, acrescentou o presidente da AE. Os protestos estenderam-se ainda à “falta de condições e material” na escola onde, segundo João Alves, “há salas que não estão minimamente preparadas para as matérias leccionadas”. Além da sobrelotação, que leva a que “haja alunos sentados no chão em algumas aulas”, o presidente da AE criticou “a falta de computadores” em aulas em que “se os alunos não tiverem o seu portátil, não têm acesso ao material para trabalhar”. O encerramento das oficinas às 17 horas, com as aulas ainda a decorrer e inexistência de serviços de bar, refeitório e papelaria e para os alunos de pós laboral são outras das críticas dos alunos que manifestaram também desagrado pelo atraso na colocação de professores e consequente atraso no início de algumas cadeiras. O descontentamento dos alunos foi comunicado ao Instituto Politécnico de Leiria (IPL) – responsável pela gestão da escola – em várias reuniões e através de um abaixo-assinado promovido pelos alunos o ano passado. Segundo o sub-director da ESAD, Rodrigo Silva, a direcção da escola está solidária com a preocupação dos alunos no que diz respeito ao corte do subsídio. “Estamos duplamente solidários. Compreendemos que os alunos precisam de ajudas e que provavelmente estão a passar por dificuldades. Financiar uma estadia, quarto, um curso, não é fácil. As preocupações dos alunos são legítimas e são partilhadas pela direcção da escola”, manifestou. O sub-director apontou que o IPL e a ESAD cumprem o que está estipulado por Lei para a Acção Social, na regra de atribuição das bolsas. “Temos de cumprir os cortes que nos são impostos mesmo que sejam medidas mais gravosas. Com estes sucessivos PEC o ensino superior tem perdido. Os cortes são preocupantes mas não me parece que ponham em causa a continuidade dos estudantes no ensino superior”, disse. “Nós demos um prazo mais do que alargado. Recebo semanalmente dezenas de pedidos de alunos para fraccionamento e adiamento do prazo para pagamento das propinas. Neste momento esticámos o prazo para o seu limite legal, dia 31 de Julho. Os alunos têm planos de pagamento que podem fazer durante todos os meses e quando falham o primeiro pagamento nós permitimos o pagamento no mês seguinte. Só impomos a limitação legal que é a validação dos actos académicos, que só poderá ser feita se estiver paga a propina até ao fim do ano lectivo. Mesmo assim há pedidos excepcionais ao presidente do IPL, que normalmente valida”, acrescentou. Carlos Barroso

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