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Debate sobre o futuro do Hospital das Caldas sem presença da população

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Num debate que supostamente serviria para esclarecer se a população pretendia um hospital novo ou a ampliação do actual, a sociedade civil não apareceu como era esperado e os intervenientes apresentaram argumentos para ambas as soluções sem que saísse uma posição conjunta. A pessoa que acabou por ser mais esclarecedora e que fez um resumo […]
Debate sobre o futuro do Hospital das Caldas sem presença da população

Num debate que supostamente serviria para esclarecer se a população pretendia um hospital novo ou a ampliação do actual, a sociedade civil não apareceu como era esperado e os intervenientes apresentaram argumentos para ambas as soluções sem que saísse uma posição conjunta. A pessoa que acabou por ser mais esclarecedora e que fez um resumo do debate foi Luís Ribeiro, presidente da mesa da Assembleia Municipal, que vincou exactamente a ausência de população. “Tenho pena que aqueles que mais mereciam pelos cuidados prestados no Hospital não estejam aqui em peso e estejam aqui alguns grupos de médicos, políticos, mas os utentes não estão aqui em força. Era destes que deveríamos ouvir as opiniões para não se criar aqui capelinhas”, disse. Luís Ribeiro constatou também das intervenções de José Marques Serralheiro a favor de um hospital novo, e de Mário Gonçalves a favor da ampliação das actuais instalações, mas confessou não estar esclarecido de ambas as posições. “Há dez anos atrás ninguém falava de um Hospital novo. Antes falava-se na ampliação do actual hospital e gastou-se uma enormidade de dinheiro. Mas há muitos anos que oiço o dr. José Marques Serralheiro a defender a construção de um Hospital novo. Eu também gostava de ter um hospital novo assim como muitas coisas boas para as Caldas. Mas continuo a não perceber se vai ou não vai responder às necessidades da população da região. Isso iria ajudar-nos a compreender se devemos continuar a insistir num Hospital novo ou se podemos aproveitar o hospital actual e seguir o caminho que há muitos anos começámos a trilhar. Eu não saio daqui esclarecido”, afirmou. Outro dos participantes, Jorge Mangorrinha, manifestou que o futuro do hospital “podia passar por uma ponderação que incluísse vários factores”, defendendo que “tem sentido recuperar a sua origem programática e enquadrá-la numa forte ligação às termas, independentemente de ser ampliado ou não”. “A nova entidade física seria repensada como hospital que integraria uma componente reumatológica no seio das existentes Potenciar este centro urbano como parque de saúde, integrando aspectos patrimoniais, de cultura e Natureza, é apostar numa sociedade criativa, desde logo nos conceitos que se tem para o futuro de uma cidade. É preciso que a economia criadora seja valorizada através, por exemplo, da acção junto do património e do reforço das identidades locais, que tem consequências efectivas no desenvolvimento”, referiu. Durante este debate organizado pelo Conselho da Cidade e que teve lugar no CCC, assistiu-se também às posições de antigos directores do Centro Hospitalar, que apresentaram aquilo que fizeram, tendo o actual não se pronunciado sobre ambas as posições apresentadas e que há muito se debatem. Da parte de alguns clínicos presentes, foi notória a intenção de quererem um Hospital novo em vez da ampliação, mas enquanto duraram as intervenções nenhum tomou posição firme nesse sentido. Recorde-se apenas que em 2003 esteve quase para arrancar a segunda fase de ampliação, com verba inscrita em PIDDAC, mas devido à intenção de se querer uma nova unidade para o Oeste, este projecto foi retirado das opções governamentais. Carlos Barroso

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