Eurodeputada reúne com directora do Centro de Emprego das Caldas A eurodeputada Ilda Figueiredo considera que há escravatura no emprego, denunciando que alguns empresários querem contratar pessoas a baixo custo. “Não são empregos, são situações de escravatura. Naturalmente que as pessoas recusam a aceitar essas ofertas de emprego. Uma sobrinha minha, licenciada, foi responder a uma oferta de emprego onde lhe ofereceram durante os primeiros cinco meses 250 euros como forma de pagamento. É perfeitamente correcto as pessoas recusarem isto, mesmo que não fosse licenciada. A minha sobrinha pode rejeitar, mas muitos dos jovens e pessoas sujeitam-se a estas regras. É escandalosa, é escravatura moderna”, denunciou. A eurodeputada, acompanhada pelos dirigentes do PCP das Caldas da Rainha, Vítor Fernandes, António Barros realizou uma reunião com a directora do Centro de Emprego, manifestando que os números apresentados omitem a realidade, já que considera existirem cerca de três mil desempregados nas Caldas. “O desemprego é um dos problemas graves deste país. O desemprego tem vindo a aumentar e está em valores muito elevados nas Caldas. Dependendo do mês, são entre os 2500 e os 2800 desempregados, inscritos. Isto não significa que não são os únicos desempregados. A maioria são mulheres e julgo que há um número mais elevado de desempregados, porque aqueles que estão há mais tempo no desemprego e já não têm direito ao subsídio, deixam de vir ao Centro de Emprego e já não contam para esta estatística. Admito que o número seja de três mil desempregados no Município das Caldas, porque se falarmos da área de abrangência do Centro de Emprego, devem ser cerca de 5800 desempregados”, afirmou Ilda Figueiredo. “Quem não tem emprego nas Caldas também não consegue arranjar nos Municípios aqui à volta, porque o problema é igual. Mais de 40% destas pessoas já não recebem o subsídio de desemprego, o que representa o agravamento da pobreza, porque a Segurança Social paga 180 euros mensalmente e isso significa menos de metade do valor calculado como o limiar da pobreza”, denunciou. Contrapondo, Ilda Figueiredo afirmou que “quatro bancos nacionais estão a ter quatro milhões de euros diários de lucro”, pedindo para o Governo comparar estes valores com os pagos no rendimento social de inserção. “Isto é inadmissível. O problema não é haver dinheiro, é estar mal distribuído”, sublinhou a eurodeputada. Carlos Barroso
“Existem três mil desempregados no concelho”
23 de Setembro, 2010
Eurodeputada reúne com directora do Centro de Emprego das Caldas A eurodeputada Ilda Figueiredo considera que há escravatura no emprego, denunciando que alguns empresários querem contratar pessoas a baixo custo. “Não são empregos, são situações de escravatura. Naturalmente que as pessoas recusam a aceitar essas ofertas de emprego. Uma sobrinha minha, licenciada, foi responder […]
Existem três mil desempregados no concelho
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