Alunos da escola da Moita são transferidos para sede de freguesia A escola da Moita, em Alvorninha, a cinco quilómetros das Caldas da Rainha, é uma das que já não vai abrir este ano lectivo, e o encerramento deixa triste Maria da Luz, tarefeira há 29 anos no estabelecimento de ensino. “Não é pelo que me pagavam, porque só fazia lá uma hora por dia, mas tenho pena porque era o orgulho da terra e vinham miúdos das várias aldeias à volta”, manifesta. “A escola teve melhoramentos, é bastante soalheira, tem espaço para brincarem e refeitório, e a professora era exemplar. A única coisa que precisava era janelas novas”, indica Maria da Luz, que também é avó de uma criança que iria frequentar o jardim-de-infância, numa das salas da escola. “Agora vai para o Centro Escolar de Alvorninha, a quatro quilómetros”, relata, questionando: “O que será que vão fazer daquela escola para que não fique agora ao abandono?”. Alexandra Rocha, mãe de uma criança de oito anos que frequentava a escola da Moita, não discorda da transferência para o Centro Escolar de Alvorninha. Só contesta que o novo estabelecimento “como vai receber os garotos das escolas dos arredores, devia funcionar até ao 8º ano, porque assim como está, quando acabarem o primeiro ciclo, vão ter de mudar de escola outra vez”. O marido, João Norberto, também acredita que a nova escola “vá ser melhor”. Para trás fica a nostalgia de ter andado numa escola que até dá nome à rua onde foi construída. O filho, André, é peremptório: “A nova escola vai ser melhor porque vai ter mais alunos e mais espaço para brincar e aprender, e eu vou ter mais amigos”. “A escola da Moita estava um bocadinho estragada”, desabafa, admitindo, no entanto, sentir “alguma pena” pelo encerramento. Francisco Gomes
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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