Vários toxicodependentes vivem debaixo de uma plataforma dos antigos silos, perto da linha do Oeste, à entrada das Caldas e os serviços sociais da autarquia sabem da situação mas confessam que não conseguem alterar aquele ambiente. O espaço está completamente vedado e até tem uma porta com cadeado. É um espaço ocupado e que tudo indica também não incomoda muito a Refer, já que há alguns anos que a situação se mantém. Em volta da linha férrea existem imensas roupas, mobiliários e diverso lixo espalhado por toda a área, que mais parece um condomínio privado de um qualquer bairro de lata de um país de terceiro Mundo, do que um antigo terminal de descarga dos silos. Contactados os serviços sociais da Câmara das Caldas, confessam ter conhecimento da situação porque já terão contactado os indivíduos que ali dormem, tendo-os aconselhado a receber tratamento e a integrarem uma unidade terapêutica, mas como estes terão recusado o assunto continua pendente e nada é feito para alterar a situação, nem mesmo uma proibição de permanecerem naquele local, num internamento forçado. O JORNAL das CALDAS sabe que as autoridades policiais vigiam o local, mas nada podem fazer se não tiverem apoio no sentido de resolver o assunto, nomeadamente uma estratégia de eliminar estes dormitórios, seja neste espaço seja em casas abandonadas, quer mesmo com a actividade de arrumadores, já que é essa a actividade a que se dedicam os indivíduos que dormem debaixo deste antigo terminal ferroviário das Caldas. Carlos Barroso
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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