“Foi uma corrida fantástica. Foi óptimo ver muita gente aficionada”. Foi desta forma que Paulo Porta reagiu à corrida de touros organizada pelo seu partido quando foi confrontado pelo Jornal das Caldas. O líder centrista fez questão de frisar que “não há nenhuma controvérsia na tradição portuguesa” acusando os manifestantes, quer da Associação Animal quer os do Bloco de Esquerda de “gente com falta de ideias”. “Sempre que querem atacar as touradas, o CDS-PP defende-as”, frisou ainda Paulo Portas após a insistência de mais um jornalista que o abordou no final da corrida. Paulo Portas que foi ao intervalo à arena cumprimentar os forcados e os cavaleiros participantes na corrida envergou um barrete de forcado e foi aplaudido por uma praça repleta de gente, maioritariamente ligada ao CDS-PP. Paulo Pessoa de Carvalho, o empresário que explora a praça de touro das Caldas entregou ao presidente do CDS-PP um dos ferros que foram cravados num toiro e que tinha a bandeira do partido e que Paulo Portas declarou a vários populares que aquele era um “ferro para colocar no gabinete do presidente do CDS-PP”. Durante a corrida foram-lhe dedicadas, assim como a outros elementos da direcção do CDS-PP, algumas pegas e passes a cavalo, numa noite bastante animada e de temperatura amena. A única reacção directa sobre esta organização foi feita pelo ex-secretário-geral do CDS-PP João Almeida que reagiu com surpresa às críticas afirmando que “não tenho registo, nem nenhuma evidência de que o BE alguma vez tenha andado a distribuir panfletos nos rodeos e touradas organizadas pela Câmara de Salvaterra de Magos, que é liderada pelo Bloco”. Durante a manhã o deputado do Bloco de Esquerda, Heitor Sousa, acompanhado por dirigentes locais, distribuiu à população propaganda de oposição à realização da Tourada do CDS-PP nas Caldas. “Ao colocar a sua chancela na tourada o CDS deixa cair irreversivelmente a sua mascara de proclamadores da não-violência e do respeito pelos animais”, afirmou Heitor Sousa que acusou o líder do CDS-PP de dar um “passo ao populismo desde que na calculadora política as suas acções lhe pareçam trazer mais votos”. Heitor Sousa quis com esta acção “distanciar o mais possível” o BE do CDS-PP, nomeadamente na realização de uma tourada, porque “consistiu uma novidade no panorama político nacional e uma má escolha, porque agride os animais”. “É de muito mau gosto passar um partido político a ter este tipo de iniciativas”, disse Heitor Sousa que declarou que “é contra as touradas” apesar de já ter assistido a este tipo de espectáculos. “A partir do momento que achei pela minha consciência que a realização destes eventos era um divertimento e não faz parte da modernidade, que age contra uma parte da natureza que são os animais, deixei de apoiar a touradas”, declarou. Carlos Barroso
CDS a favor das touradas e BE contra
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