José Lino Ramos foi eleito secretário-geral do CDS-PP, sucedendo a João Almeida à frente do partido, após uma reunião do Conselho Nacional do partido que decorreu no Centro Cultural e de Congressos nas Caldas. “O meu objectivo é contribuir com trabalho para que o partido seja mais forte, mais dinâmico, mais interventivo e com maior abertura à sociedade civil, para permitir que pessoas que não estão neste momento no partido possam contribuir com as suas ideias para que nós possamos sair da crise em que o PS nos meteu”, disse aos jornalistas o novo secretário-geral, eleito com 85 por centos dos votos (74). José Lino Ramos foi proposto por Paulo Portas para suceder a João Almeida, escolha que o líder do partido justificou por valorizar muito o trabalho. “Quando reconheço que uma pessoa trabalha muito, puxo por ela”, disse Paulo Portas aos jornalistas, assumindo querer “o CDS como um partido aberto”, com mais quadros e “mais gente nova a dar a cara pelo partido”. “Assim como o CDS é o partido mais produtivo do parlamento, que mais projectos entrega e que mais perguntas faz, tenho a certeza que vou ter o secretário-geral mais produtivo do partido”, concluiu Paulo Portas. Durante a reunião de conselho, foi aprovado por unanimidade um louvor ao grupo parlamentar do PP pelo trabalho desenvolvido no parlamento. À margem desta reunião, Paulo Portas, defendeu a necessidade de ajudar o PSD a “rectificar o tiro” na revisão constitucional, citando os exemplos da liberalização dos despedimentos e as questões da saúde. “É preciso ajudar o PSD a rectificar o tiro na revisão constitucional”, afirmou Paulo Portas, considerando que “em tempo de crise não é justo falar em liberalizar o despedimento”, mas sim “flexibilizar a contratação”. Em Caldas da Rainha, o líder do partido referiu-se ainda “à novela das SCUT”, para acusar o PS e o PSD de “andarem entretidos com toma lá desconto, toma lá isenção, dá cá uma dedução, dá cá uma excepção” “É bom que os portugueses saibam que do aumento de impostos que está previsto para o próximo ano, o segundo aumento do IRS de quem trabalha, metade é para pagar estas deduções e estas isenções das SCUT”. Por último Paulo Portas, afirmou que “O primeiro-ministro está a tentar apresentar-se como se fosse o paladino da justiça social, mas eu, em nome do CDS, quero dizer que José Sócrates está para a justiça social tal como a vuvuzela está para a música clássica”. “Ele é o primeiro-ministro que pôs pensionistas de 500 euros a pagar IRS, que deu os mais baixos aumentos de reformas da democracia e que agora se prepara para pedir aos idosos mais pobres para provarem os seus rendimentos quando quiserem comprar um remédio” acrescentou. Paulo Portas apelidou José Sócrates de “campeão do rendimento mínimo”, do qual diz já beneficiarem 400 mil pessoas, muitas das quais “a viver à custa de quem trabalha muito e ganha pouco”. Carlos Barroso
CDS-PP tem novo secretário geral
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