“Fui pedreiro antes de me tornar pescador, há 22 anos. Ganhava-se pouco na altura e agora também não se ganha muito. Umas vezes melhor, outras pior. É conforme o peixe que apanhamos, mas também sofremos desilusões” – Moisés Rasteiro, 57 anos (pescador há 22) – Maceira – Torres Vedras “As embarcações estão bem apetrechadas com equipamentos de segurança, mas às vezes o à-vontade que temos com o mar faz-nos descuidar certos aspectos. O colete de salvação é um recurso que há quem não goste de usar só por prevenção” – Álvaro Silva, 44 anos (pescador há 22) – Atouguia da Baleia – Peniche “A situação financeira faz com que se evite gastar dinheiro em seguros. O rendimento é inconstante. Neste Inverno tem havido muitos dias em que não fomos ao mar, logo não há dinheiro para os pescadores quanto mais para fazer face a outras despesas” – Hélder Simões, 37 anos (pescador há 12) – Santa Cruz – Torres Vedras “A vida de um pescador não é fácil. Por vezes o dinheiro ao fim do mês não dá sequer para comprar comida. Não temos salários fixos. Recebemos uma percentagem do que é pescado e dias fracos acontecem muitas vezes, Quando se consegue 600 euros é bom” – António Monteiro, 40 anos (pescador há 15) – Areia Branca – Lourinhã
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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