O ministro da Defesa defendeu na passada terça-feira que um jovem siga a vida militar, nos actuais tempos de crise, terá “uma boa porta de entrada no mercado de trabalho e uma boa oportunidade de qualificação e formação”. Augusto Santos Silva, que se deslocou à Escola de Sargentos do Exército (ESE), nas Caldas da Rainha, para conhecer as obras de reformulação dos alojamentos, afirmou que as Forças Armadas são uma solução “para milhares de jovens, em particular que aqueles que não tiveram o benefício de nascer em famílias mais abastadas ou berços de ouro”. Apesar da redução do número de efectivos no Exército até 2013, definido por decreto-lei aprovado em 2009, medida com a qual o Estado estima “uma poupança na ordem das várias dezenas de milhões de euros”, o ministro sublinhou que “as Forças Armadas são uma das vias mais importantes que o país tem para assegurar a coesão social”. Augusto Santos Silva salvaguardou que “a consolidação orçamental no contexto da União Europeia, não compromete nenhuma das missões que é preciso realizar”. O membro do Governo fez notar que “a qualidade do desempenho há muito que não depende de uma relação directa e proporcional do número de efectivos. Portugal tinha, em meados dos anos 70, mais de 150 mil homens nas Forças Armadas, no início dos anos 90 tinha 80 mil homens, e hoje tem 40 mil homens e mulheres. As missões que desempenhamos, quer do ponto de vista interno, quer das forças nacionais destacadas no quadro dos sistemas de alianças a que pertencemos, essas missões hoje são mais bem desempenhadas e mais eficientes”. Segundo apontou, “não há carência de efectivos, pelo contrário”, dando o exemplo da ESE, onde está a decorrer o processo de selecção para admissão do 39º Curso de Formação de Sargentos, a iniciar no próximo ano lectivo. “Existem 155 vagas disponíveis e mais de 800 candidatos, ou seja, a receptividade continua”, vincou. Na ESE, o ministro visitou as obras de reformulação dos alojamentos, com 36 quartos e capacidade para 144 alunos, num investimento de cerca de três milhões de euros. Cada quarto tem capacidade para quatro alunos, sala de estudo e casa de banho. As obras estarão concluídas em meados de Novembro. Francisco Gomes
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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