O Papel-moeda (1910 – 2010) Vinte escudos A personalidade escolhida para figurar na chapa 5, foi a de Mouzinho de Albuquerque, oficial do Exército português da arma de cavalaria, distinguindo-se superiormente nas campanhas de África. A frente da nota e sobre o lado esquerdo, apresenta uma reprodução do medalhão do busto de Mouzinho de Albuquerque, e sobre o lado oposto a reprodução do portão do Museu de Artilharia, hoje (Museu Militar de Lisboa). No verso apresenta uma vista do Castelo de Guimarães. As estampagens das notas estiveram a cargo da casa Bradbury, Wilkinson & Cº. Ltd., New Malden, Surrey. Os desenhos que surgem na frente da nota, a vermelho, foram estampados por processo calcográfico. O fundo impresso tipograficamente em cores esbatidas. No verso, a estampagem calcográfica foi executada directamente no papel. Os ornatos que ladeiam a gravura do Castelo têm trabalhado de torno geométrico. O papel foi fabricado pela casa inglesa Portals Limited, Laverstoke Mills, Whitchurch, Hants. Possui como marca de água vista à transparência e pela frente, sobre o lado esquerdo a cabeça de Mouzinho de Albuquerque, de perfil para fora, e na parte inferior, a legenda Banco de Portugal. Dimensões da nota de 156 x 83 mm. Foram emitidas 38 743 000 notas com as datas de 17 de Setembro de 1929, 7 de Março de 1933, 30 de Julho de 1935, 23 de Abril de 1937, 13 de Maio de 1938 e 27 de Fevereiro de 1940. A primeira emissão é datada de 11 de Setembro de 1931, e a última de 18 de Dezembro de 1941. Foi retirada de circulação em 12 de Junho de 1946. Biografia Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, mais conhecido por Mouzinho de Albuquerque, nasceu na Quinta da Várzea, no concelho vila da Batalha em 11 de Novembro de 1855, e veio a falecer na cidade de Lisboa em 8 de Janeiro de 1902. Era filho de José Diogo Mascarenhas Mouzinho de Albuquerque e de Maria Emília Pereira da Silva Bourbon. Após os estudos preparatórios ingressou no Regimento de Cavalaria nº. 4, como praça voluntária, frequentando na Escola Politécnica os cursos preparatórios para ingressar na Escola do Exército. No ano de 1878 termina o curso na Escola do Exército, sendo promovido a alferes. Em 1879, matricula-se na Faculdade de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra. No mesmo ano casa com a sua prima D. Maria José Mascarenhas de Mendonça Gaivão. No ano de 1882 adoece, tendo abandonado os estudos no 4º. ano, regressando a Lisboa onde ficou inactivo durante 2 anos. É promovido ao posto de tenente e nomeado regente dos estudos do Colégio Militar no ano de 1884. Dois anos após, ou seja, em 1886 segue para a Índia onde ocupa o lugar na fiscalização do Caminho de Ferro de Mormugão. No ano de 1888, foi nomeado Secretário – Geral do Governo do Estado da Índia. É promovido ao posto de Capitão em 1890 e nomeado governador do distrito de Lourenço Marques, cargo que ocupou até 1892. No ano de 1894 faz uma comissão de serviço à colónia de Moçambique, comandando um esquadrão de Lanceiros, que iriam juntar-se às forças de expedição militar com o fim de debelar as rebeliões indígenas. Em 11 de Novembro de 1895,tropas comandadas por António Enes, onde se encontrava Mouzinho, tomaram e incendiaram Manjacaze, a residência principal de Gungunhana, levando-o à fuga. Em 10 de Dezembro do mesmo ano é nomeado governador do distrito de Gaza. Em 28 de Dezembro de 1895, após uma marcha de três extenuantes dias em direcção a Chaimite, as tropas conduzidas por Mouzinho, cercaram a povoação e prenderam o chefe vátua e parte da sua família, forçando-o a entregar diversos bens em ouro, diamantes, marfim, armas, munições e todo o gado. Segundo relatórios de outros militares em particular de Soares de Andrea, informam que a decisão de não oferecer resistência por parte do sitiado era do conhecimento de Mouzinho, o que de facto se verificou. No dia de 6 de Janeiro de 1896, Gungunhana e restantes prisioneiros, foram entregues ao Governador-Geral da colónia para serem enviados para Lisboa. Foi considerado um êxito militar, que cobriu de glória a pessoa de Mouzinho, com ampla difusão na imprensa internacional. Em função desta façanha é nomeado Governador-Geral de Moçambique em Março de 1896 e em Novembro do mesmo ano foi nomeado Comissário Régio. Comandou no ano de 1897, as campanhas de ocupação colonial de Naguema em 3 de Março, Mocutumudo em 6 de Março e Macontene em 21 de Julho, regressando a Portugal no fim do ano. Durante dois anos e após recepções calorosas de que foi alvo, viajou pela Europa, (França, Inglaterra e Alemanha), onde foi orador convidado em diversas sociedades em palestras com cobertura da imprensa. No ano de 1898 foi nomeado ajudante de campo do Rei D. Carlos I, oficial -mor da Casa Real e aio do príncipe D. Luís Filipe. A sua posição extremamente critica face à política e aos políticos da sua época, e em especial aos rumores sobre o seu comportamento quiçá desumano durante as campanhas de África, levaram à sua progressiva ostracização, envolvido num crescente clima de intriga; sentindo-se, talvez incapaz devido à sua formação civil e militar extremamente rígida, ao seu feitio orgulhoso, de resistir às intrigas acerca do seu comportamento em África, à decadência agoniante da monarquia, Mouzinho de Albuquerque, soube preparar minuciosamente a sua morte, suicidando-se no interior de um coupé, na cidade de Lisboa no ano de 1902, com o posto de Major. Devido aos valorosos feitos em África, foi feito patrono da Arma de Cavalaria do Exército Português, sendo apontado com um exemplo para os militares que servem aquela arma. Luis Tudella
Centenário da Implantação da República (1910-2010)
Últimas
Artigos Relacionados
Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós
Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.
Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista
Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.
Concurso de cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste
O Chefe do Ano, o maior e mais prestigiado concurso de cozinha para profissionais em Portugal, revelou os 18 concorrentes apurados para as etapas regionais da sua 37.ª edição, após uma fase de candidaturas que reuniu mais de 200 profissionais.
As três eliminatórias regionais decorrerão em abril. A primeira, referente à região Centro, será realizada no dia 14 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha. A segunda, da região Sul & Ilhas, acontecerá a 22 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.




0 Comentários