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Toiros y Toiradas

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Exigência e Rigor – para um melhor espectáculo   É indiscutível que quem assiste a uma corrida de toiros, tem todo o direito de se manifestar, quando quer ou da forma que entende. Só que se entender bem, sabe que como em qualquer outro espectáculo, há regras que têm de ser seguidas e que definem […]
Toiros y Toiradas

Exigência e Rigor – para um melhor espectáculo   É indiscutível que quem assiste a uma corrida de toiros, tem todo o direito de se manifestar, quando quer ou da forma que entende. Só que se entender bem, sabe que como em qualquer outro espectáculo, há regras que têm de ser seguidas e que definem o bom ou mau desempenho dos actores. Se quer o público aficionado um espectáculo mais sério, transparente, puro e com maior verdade, terá para tal de futuramente mudar o seu próprio comportamento na praça. Para uma festa brava melhor tem de haver mais rigor, maior exigência, sendo um direito que o público tem mas que deve ser exercido com total sentido de justiça. Entendamo-nos, o que é bom é bom, o que é mau é mau. Não se pode é continuar a não separar as águas, sendo fundamental não adulterar o trabalho dos toureiros. Seria de bom gosto que nesta temporada recentemente iniciada, se visse cada vez menos bater palmas a um cavaleiro que crava uma banderilha traseira, ou descaída na barriga, causando certamente alguma dor no toiro. No desenrolar de uma corrida de toiros o público tem três armas, três formas correctas de se expressar, reagindo ajustadamente com silêncio, vais ou aplausos. Silêncio – o silêncio é a forma mais adequada dos aficionados fazerem sentir que na arena não se está a passar nada que lhes desperte o interesse ou lhe provoque qualquer ponta de emoção. Isto acontece por exemplo sempre que o toiro se mostra pouco colaborante ou se o toureiro desinspirado não é capaz de dar a volta à situação. Vaias  – Os protestos são a melhor forma do público expressar o seu desagrado em relação ao ganadeiro, quando o seu toiro é manso, ou se é magricelas, pequenote, ou outra falta de apresentação. Quanto ao toureiro, dos apupos não se deve ser poupado quando tem condições e não consegue chegar a uma actuação condizente com os seus pergaminhos. Isso às vezes acontece por o toureiro falhar mais do que uma sorte e enervar-se, vendo o seu prestígio abalado ou então não ser capaz de dar a volta ao toiro ou aliviar-se nos esforços da contenda. Aplausos – Se pelo contrário sai um toiro bravo e um bravo toureiro, então tudo se conjugará para que este, com sortes artísticas e laivos de emoção, possa rubricar uma grande actuação e chegar mesmo ao triunfo. Então aí só há que aplaudir. Foco ainda mais alguns pormenores que deveriam ter vital importância. Como já referi atrás, o toiro tanto pode ser vaiado, como deve ser sempre aplaudido na volta aos curros, quando se bate com a bravura própria da sua raça. Por sua vez o seu criador e proprietário deve ser premiado pelo público (e não chamado pelos toureiros) a dar a volta à arena no final da lide ou da corrida. No final de cada lide, os toureiros que se sujeitaram ao silêncio ou às vaias devem ficar na trincheira, ou se por simpatia do público lhes dispensa alguns aplausos, devem apenas agradecer na arena com brevidade junto às tábuas. Voltas à arena só para quem merece. Assim quando for o caso dos artistas atingirem o brilharete, deve o público distinguir e premiar o mérito desses toureiros, com uma ou mais voltas à arena, ou até se for caso disso ter no final da corrida uma saída triunfal em ombros pela porta grande. Nunca se deve forçar um toureiro ou forcado a dar volta à arena, quando o próprio com humildade se recusa por não ver méritos para tal. Também só se deve exigir música quando para premiar o desenrolar de uma actuação que está a ter o agrado geral e nunca (como tantas vezes se constata) quando se está a suportar uma lide de pasmaceira. Atenção, o aficionado não tem só direitos, tem igualmente deveres, pois tem a obrigação de ser educado e pôr em prática um comportamento civilizado. Atirar bengalas, canadianas, almofadas e muitos menos sapatos à arena, nunca. Não se confunda tamanha estupidez com flores ou outras recordações com que os toureiros costumam ser prendados.   Luciano Silva

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