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O nosso belo parque caldense

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Há dias fui ao Parque. A melhoria do tempo permite o seu melhor usufruto. Permite a contemplação da sua beleza e dá, também, para pensar o que ele, pelas Caldas e pelo seu turismo poderia ser. Mas, infelizmente, não o é por “cegueira” e ou inércia da Administração do Hospital e da Câmara, que se […]
O nosso belo parque caldense

Há dias fui ao Parque. A melhoria do tempo permite o seu melhor usufruto. Permite a contemplação da sua beleza e dá, também, para pensar o que ele, pelas Caldas e pelo seu turismo poderia ser. Mas, infelizmente, não o é por “cegueira” e ou inércia da Administração do Hospital e da Câmara, que se escuda, por sua vez, neste, para nada se propor fazer. Uma e outra entidade votaram, em termos turísticos, o Parque (o nosso belo jardim) ao ostracismo, para além do grande prejuízo, para os cidadãos caldenses, com toda essa lastimável indiferença. Parece-me que é chegado o tempo de, para este problema do Parque, pensar em graduais soluções, que, na sua mais profunda vertente, poderão passar pela redefinição da tutela (do Parque e do restante património a cargo do Ministério da Saúde, como a mata). Uma coisa parece, desde já impor-se, que é a divisão em duas das Administrações; uma para o Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) e outra, exclusivamente, para o Hospital Termal e património, a ele associado. Uma coisa é a gestão Hospitalar normal. Outra coisa completamente diferente é a gestão de um Hospital Termal e, sobretudo, a gestão de todo um vasto património, virado para as áreas do turismo e do lazer. A actual gestão conjunta, tem sido um dos grandes álibis para a situação de má gestão e de meio abandono em que, em particular, o Parque se encontra. E é claro, que, como mero álibi, que é, não tem, mesmo nas actuais circunstâncias, justificação. E, também, claro está que a principal responsabilidade é do Governo e, consequentemente, da Administração do CHON. Nada justifica que estes senhores do Governo e, consequentemente, da Administração do CHON, pagos (com o dinheiro dos nossos impostos), para se mexerem e encontrar soluções, mantenham as coisas nesta letargia. Mas admitindo que alguma justificação há, para situações de maior complexidade, aqui vai um recado crítico, que a ser aceite permite rápidas e fáceis soluções, por serem problemas menores. Assim, reparei que a outrora abundante fauna de aves lacustres (patos, gansos e cisnes) e outras meramente ornamentais, como galinholas ou pavões, estão reduzidas à míngua da expressão mais simples. Reparei, também, que os peixes são muito menos, quase se não dá por eles. Reparei, igualmente, que a bela ponte que atravessa o lago e que era uma tentação subir e usufruir dali, a ilha, as aves e tudo o mais, se encontra fechada à entrada, negando-se-lhe o acesso. Reparei, em suma, que o Parque (essa nossa valiosa jóia caldense) se encontra a ser gerido sem um mínimo de sensibilidade, por quem é pago para a ter. Finalmente, permitam-me, que sem rodeios vos diga que o Turismo, sobretudo o estrangeiro, que é fonte de boas divisas, não se compadece com desmazelos . Que os cidadãos caldenses, em termos económicos (o seu comércio) e de simples usufruto, da nossa maior jóia, mereciam atenção e não o abandono e a falta de sensibilidade, com que tudo isto é gerido. Isto para não falar no crime, que só por milagre ainda não se verificou e que é o desabamento dos emblemáticos Pavilhões do Parque. Como caldense e responsável político, grito:  – basta de inércia e indiferença!   Fernando Rocha

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