A busca do prazer é uma alegre e premente constante no fluir dos nossos dias. A vida é um caleidoscópio de experiências, sensações, afectos, paixões e muita, muita ânsia de felicidade. Esta miragem interpela-nos e urge-nos, o homem numa incessante busca de sentido, dá luz, tom e cor à sua precária mas não finita existência. Toda a nossa vida tem um tempo para nascer, crescer e morrer, importa, pois, não fragmentar a cadência do seu sereno evoluir nem precipitar os acasos dum fluente desabrochar. De cariz muito complexo, amplo e abrangente o Prazer move-nos e impele-nos em busca da almejada felicidade que, ora em tons de alegria, ora em nostálgicos acordes mais ténues e cinzentos, não ousamos desistir de conquistar. O tempo duma vida não torna a voltar, a sua inexorável vertigem não se compadece com paragens, recuos, indecisões. O Prazer, ambição suprema do pobre mortal, é uma borboleta colorida que esvoaça muito perto de nós, toca-nos, atrai-nos mas só o nosso destemido e decidido gesto a pode alcançar. Em cada pessoa há um gérmen de eternidade que a impele a lutar, a ir em frente mesmo quando a adversidade a cerceia e o desgosto ou a doença lhe batem à porta. A vida é uma ventura e é no seu risco que está o desafio para a conquista da felicidade, nesse quente – frio, doce – amargo, que apimenta e provoca o acrescentar de mais sentido. Mais importante do que começar é sempre recomeçar, pois das quedas e dos desgostos tiram-se lições de saber infinito. De tudo isto este livro nos fala e interpela sem quase o sentirmos. Oceano adentro mergulhamos num imenso espaço de abertura de horizonte, somos conduzidos pelo esplendor dum azul que nos mergulha em confluências de culturas, de sons e de tons, de saberes e de sabores. Transversal ao romance perpassa a veia filosófica e pedagógica da autora que não perde a oportunidade de pôr a tónica numa formação para a cidadania, de realçar a pertinência dos valores, de salientar a importância da família na educação para os afectos que, em liberdade, se constroem. A certeza de que o homem é o senhor do seu próprio destino para além de eventuais acasos, e de que a felicidade é uma conquista fruto do seu labor, impele a uma acção positiva e dirigida no sentido de claros objectivos a concretizar. Ainda não repostos dos efeitos duma aventura marítima, logo somos arrastados para o desbravar dum mundo sem fim, como infinito é o sonho das almas grandes e sonhadoras. Eis-nos então passageiros virtuais num transiberiano, qual filme que, de aventura em peripécia, nos revela uma história oculta, nos desvenda paisagens de beleza ímpar ainda existentes no nosso azul planeta. Outras Rotas, outras Vidas, prazeres nunca encontrados, sonhos que não ousaram ser sonhados à espera de realização num lugar feliz na história da vida de povos sofridos e doridos. Para todo o ser humano a espiritualidade é um caminho de conquista de paz e de promessa de felicidade eterna, esse sonho dourado que, em rota metafísica, está para além do confinado horizonte político dum hoje fugaz que em tempo de passagem não se compadece dos tíbios ou amorfos. De beleza inexcedível há todo um mundo que se abre a quem ousa lutar pelo Prazer e faz da sua Vida uma Rota de felicidade. Êxitos e fracassos são a medida da nossa capacidade de querer ser feliz, de amar e transcender-se no sentido do mais e do melhor. Este livro, o 11º da autoria de Otilina Silva, agora editado pela Colibri, é um desafia à aventura da conquista do prazer, é um hino à amizade e à força que nos impele a construí-la sob pena de chegarmos ao fim da jornada sem termos existido, sido úteis ou ter deixado algum rasto. Maria Susana Mexia
A busca do prazer
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