Que Limpeza!

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  Sempre me orgulhei do meu país e das minhas gentes, a começar pela minha família; no entanto, por vezes, tinha de voltar atrás no tempo para descobrir os meus heróis. De repente, a felicidade surge de surpresa pela mão de inúmeros jovens desconhecidos que dão novo brilho à cidade e ao campo, limpando-os da […]

  Sempre me orgulhei do meu país e das minhas gentes, a começar pela minha família; no entanto, por vezes, tinha de voltar atrás no tempo para descobrir os meus heróis. De repente, a felicidade surge de surpresa pela mão de inúmeros jovens desconhecidos que dão novo brilho à cidade e ao campo, limpando-os da sujidade de dez mil toneladas de lixo. A minha alegria é dupla: pela juventude dos voluntários e pela completa gratuidade do trabalho: não o fazem por dinheiro nem por glória. Cumprida a tarefa, não estão mais ricos, nem mais famosos; talvez estejam, isso sim, mais cansados. E espero que muito, mesmo muito contentes e orgulhosos. Procuro, com este artigo, dar voz à enorme multidão de portugueses que quer dizer um sonoro “muito obrigado” a estes jovens responsáveis e generosos. Este vosso gesto é uma brisa que chega com a primavera e promete flores e frutos de verdadeira cidadania. Hoje, graças à vossa iniciativa, respiro um ar mais puro, limpo de tristeza, desilusão, desencanto…e atrevo-me a encher os pulmões de esperança, de confiança, de fé. É bom viver num ambiente limpo e acolhedor. É bom sentir-se bem em casa, no seu próprio país. É bom sentir-se acarinhado pelos conterrâneos quando se quer trabalhar e oferecer ideias inovadoras que se podem materializar na própria pátria. É bom sentir-se recompensado com um sorriso ou um gesto de apoio no trabalho. É bom sentir-se amparado quando as forças começam a faltar. É bom ver os filhos serem asseados, com coragem para afrontarem os lixos da belouro, sem confusões nem tolerâncias enganosas. É bom gerar filhos bons, altruístas, verdadeiros. De ontem para hoje, quantas pessoas suspiraram de alívio por já poderem sair à rua com alguma segurança, cruzar-se com vizinhos limpos de astúcias e hipocrisias. É bom ter esperança de que amanhã se continuará a limpar a cidade. Novas forças, coragens renovadas irão limpar as ideias e ideais daninhos que, sendo velhos, são anunciados como novos. Será varrida a tristeza dos egoístas que exigem dos outros horários desumanos e se esqueceram da alegria de cantar e ouvir cantar em família, de poder ver-se reflectido nos olhos límpidos de uma criança que pôde nascer no lar de quem a ama. Esta limpeza de sábado passado poderá gerar muitas outras, na rua, no lar, na vontade própria, no amor. Que limpeza!   Isabel Vasco Costa

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