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“Le Regard” de Jorge Feijão em exposição tripartida

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A sala de exposições do Centro Cultural e de Congressos é um dos três locais das Caldas da Rainha onde está patente até 31 de Maio a exposição “Le Regard”, de Jorge Feijão, que foi inaugurada a 20 de Março. A exposição integra três espaços expositivos: Galeria do CCC, Atelier-Museu António Duarte e Casa Bernardo. […]
Le Regard de Jorge Feijão em exposição tripartida

A sala de exposições do Centro Cultural e de Congressos é um dos três locais das Caldas da Rainha onde está patente até 31 de Maio a exposição “Le Regard”, de Jorge Feijão, que foi inaugurada a 20 de Março. A exposição integra três espaços expositivos: Galeria do CCC, Atelier-Museu António Duarte e Casa Bernardo. O nome “Le Regard” vai buscar uma ideia do “olho de Deus”, não personificado “mas como o olhar para a coisa infinita e que está inatingível”, como explicou Jorge Feijão. Uma dimensão que já não é visível. A religiosidade é uma linha condutora desta exposição, que surge durante o período da Páscoa, embora não tenha sido previsto acontecer assim. Segundo o artista, os temas religiosos têm surgido muitas vezes no seu trabalho. “Não é por devoção. O que existe é uma contemplação desses temas, que estão muito presentes na nossa cultura. Quando era criança a minha primeira relação com imagens foi com as imagens da arte cristã”, revelou Jorge Feijão. No museu António Duarte a organização dos trabalhos foi feita em função de uma temática em que a crucificação está no centro. Estão representadas também a Paixão segundo São Mateus e segundo São João, acentuando uma ligação que existe em parte da sua obra aos Textos Sagrados. “Há uma espécie de narrativa, mais ou menos evidente”, referiu. Jorge Feijão há muito tempo que queria expor na sala de arte sacra do Museu António Duarte e quando pediu apoio ao Centro de Artes para a cedência de um atelier, foi-lhe proposto que em troca fizesse uma exposição. “Tinha este desejo de pôr o meu trabalho a dialogar com a colecção de arte sacra daquele museu”, explicou o artista. José Antunes, responsável do Centro de Artes, também queria que Jorge Feijão expusesse na sala de exposições do CCC e depois surgiu também a intenção do artista em abranger a Casa Bernardo, exactamente “por ser uma casa” e ter esse lado caseiro. Com estes três locais, Jorge Feijão encarou a exposição “Le Regard” como um triângulo. Seleccionado para os Prémios Celpa/Vieira da Silva em 2005 e EDP Novos Artistas também no mesmo ano, Jorge Feijão vence o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso / aquisição Taminvest, em 2007. Após quase dois anos da sua última exposição individual, nesta mostra, apresentada simultaneamente em três lugares importantes para a geografia artística da cidade, Jorge Feijão mostra uma nova série de trabalhos sobre papel de média e grande dimensão, realizados entre 2008 e 2009 a que se junta um vídeo. Com estes trabalhos poderão ainda ser vistas nos espaços obras de artista tão afastados programática e, em alguns casos temporalmente, como Felipe Feijão, João Paulo Feliciano, Pedro Bernardo, Paulo Quintas, Sara Costa Carvalho ou o anónimo do século XV que realizou um dos Cristos e um tríptico pertencentes à colecção de arte sacra do Atelier-Museu António Duarte. Jorge Feijão nasceu em Sarcelles (França), em 1971. Licenciado em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, foi docente da disciplina de desenho na ESAD, entre 2003 e 2006 Vive e trabalha nas Caldas da Rainha.

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