Fazer do impossível possível

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Qualquer comparação feita entre o papa Bento XVI e Tim Burton pode parecer uma heresia. De facto não é minha intenção compará-los, mas apenas salientar um ponto em que ambos estão em sintonia, digamos assim. O mais recente filme de Burton, “Alice no País das Maravilhas” mostra que nada é impossível, se nós acreditarmos realmente […]

Qualquer comparação feita entre o papa Bento XVI e Tim Burton pode parecer uma heresia. De facto não é minha intenção compará-los, mas apenas salientar um ponto em que ambos estão em sintonia, digamos assim. O mais recente filme de Burton, “Alice no País das Maravilhas” mostra que nada é impossível, se nós acreditarmos realmente nas coisas. Mesmo quando se trata de algo que está para além da compreensão racional ou da lógica humana, podemos sempre acreditar que tudo tem uma solução. No mundo em que vivemos actualmente, mais do que cair no desespero, penso que estamos a submergir na indiferença e no conformismo, naquela ideia de que “se todos fazem, porque não hei-de fazer também?”, ou então “as coisas mudam, não há nada a fazer”. Este facto é particularmente visível quando vamos às urnas em tempo de eleições. Muitas vezes a abstenção é superior ao número total de votos. Este facto, que muitos atribuem à inexistência de alternativas, deve-se muito mais ao facto das opções que estão na ementa não serem 100% credíveis. As pessoas não acreditam nos políticos, nem no patrão, nem nos amigos, nem (muitas vezes) na própria família. A descrença é generalizada. Muitos não se sentem confortáveis para afirmar as suas crenças, com medo de serem criticadas e, como tal, passam a aceitar tudo, independentemente do certo e do errado. Bento XVI vai estar em Portugal para nos mostrar que, apesar das catástrofes ambientais e da corrupção, da crise, da violência e de todas essas coisas, podemos continuar a creditar no rosto de Cristo, que estará connosco “até ao fim dos tempos”. Parece impossível neste mundo acreditar em algo tão profundo, tão real? Sim, é verdade. Por esse motivo tantos fogem de Cristo e andam por aí perdidos e sem rumo. Acreditar em valores concretos e defendê-los é algo que assusta, surpreende, mas também atrai embora, muitas vezes, se ouçam comentários jocosos. Se a Alice não tivesse acreditado em 6 coisas impossíveis antes do pequeno-almoço, não teria conseguido salvar o País das Maravilhas das mãos dos malfeitores. Também nós podemos acreditar que o mundo pode ser um lugar melhor, se acreditamos no poder transformador de Cristo. Dirão que somos loucos? Talvez. Mas a maior loucura já cometeu Cristo, ao morrer na cruz por todos nós.    Filomena Borges Gonçalves

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