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Ministro da Agricultura nas Caldas para apoiar produtores de pêra rocha

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O Ministro da Agricultura esteve na passada semana no restaurante “A Lareira”, nas Caldas da Rainha, a dar incentivo aos agricultores do Oeste e mais propriamente aos produtores de Pêra Rocha, durante o XV encontro anual da Pêra Rocha do Oeste, promovido pela Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP). “Viemos aqui dar um […]
Ministro da Agricultura nas Caldas para apoiar produtores de pêra rocha

O Ministro da Agricultura esteve na passada semana no restaurante “A Lareira”, nas Caldas da Rainha, a dar incentivo aos agricultores do Oeste e mais propriamente aos produtores de Pêra Rocha, durante o XV encontro anual da Pêra Rocha do Oeste, promovido pela Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha (ANP). “Viemos aqui dar um incentivo ao esforço que estes produtores têm vindo a fazer, uma vez que todos os anos têm aumentado a produção e vão já este ano em 74 mil toneladas de Pêra Rocha, o que representa cerca de 40% da produção nacional. É um trabalho de base que tem vindo a ser feito na organização e neste sector”, declarou o tutelar da pasta da Agricultura. António Serrano anunciou que estão aprovados cerca de “44 milhões de euros” no âmbito do PRODER, para “contratos de modernização das centrais fruteiras da região”. “A minha obrigação é estar com eles, porque exportam bastante, produzem bastante e são um alento para a região e para o país”, fez questão de vincar o Ministro da Agricultura. O ministro elogiou também a intenção da ANP avançar com a criação de uma agência interprofissional, que dará “uma maior capacidade de articulação com os outros sectores, com a distribuição, com os canais de exportação, e permitirá obter financiamentos e receitas para ajudar a financiar acções de comercialização no exterior”. “A “Agência” tem de ser trabalhada no âmbito da internacionalização. Queremos que os produtores se organizem, porque lhes dá uma maior capacidade de articulação com outros sectores da exportação, constituindo-se como inter-profissionais, juntando as várias entidades para desenvolverem um trabalho mais racional”, disse o Ministro da Agricultura, assumindo que esta experiência poderá ser uma boa base para outros sectores se organizarem. “Os produtores em vez de estarem individualmente a desenvolverem o seu trabalho de venda, podem-se juntar cada vez mais. O trabalho de equipa e a união de esforços dá-lhes mais capacidade de comercialização e assim maior capacidade de negociação nacional e internacionalmente”, vincou António Serrano. “Já temos bons pomares, o pomar de pêra rocha já é o terceiro ou quarto da Europa e o sétimo ou oitavo maior do mundo, temos centrais fruteiras cada vez melhores e um grande esforço de investimento, agora falta a parte comercial”, admitiu por outro lado Torres Paulo, presidente da ANP, que destaca a necessidade de “estruturação da fileira” para resolver “problemas de base”. Resolver as questões de distribuição e comercialização da pêra é o objectivo da ANP para os próximos dois anos, em que a associação pretende reduzir as unidades de venda do fruto, que ascendem actualmente a cerca de 600, 18 das quais mais vocacionadas para a exportação. A ideia passa por associar várias centrais fruteiras de cada região numa unidade de venda que congregue toda a estrutura de comercialização e em que os produtores nacionais “não concorram entre si, mas com os produtores estrangeiros”. “Achamos que temos tido pouco apoio das Câmaras e do Ministério, mas a culpa é nossa, porque andamos a produzir e a vender a pêra e temos tido pouco tempo a convencer os presidentes de Câmara e os responsáveis políticos a defenderem a Pêra Rocha. Temos um produto bom, mas não temos defendido muito o nosso produto. Fizemos uma remodelação interna e nós juntos temos de ser mais exigentes e podíamos estar melhor”, disse por outro lado Torres Paulo. Os três mil produtores nacionais produzem anualmente cerca de 200 milhões de quilos de pêra. A maior produção (98 por cento) situa-se na região Oeste, com 10 mil hectares, que, nos próximos anos, deverão aumentar para 12 500. Fernando Costa, presidente da Câmara das Caldas da Rainha, também usou da palavra para declarar que as superfícies comerciais têm um papel importante da economia local, admitindo por isso que cada nova superfície constituída nas Caldas é sensibilizada para vender produtos da região em detrimento de outros produtos importados. “As superfícies devem de assumir o compromisso de vender também os produtos regionais. Recentemente, propus à Moviflor para vender produtos de decoração, na área da cerâmica nas suas lojas. Já fiz o mesmo em outras áreas e aprecio aqui o protocolo com a Sonae Sierra para a venda e promoção da Pêra Rocha no Modelo e Continente”, destacou o autarca. Nelson Pereira, director da unidade de negócio de frutas e legumes do Modelo Continente, explicou que o protocolo assinado com ANP “é para facilitar a comercialização da Pêra Rocha. Vamos fazer uma promoção do produto nos nossos estabelecimentos, de forma que seja uma vantagem competitiva para a ANP e para o Modelo Continente”. À margem desta acção o Ministro da Agricultura garantiu aos jornalistas que a barragem de Óbidos está candidatada ao PRODER para implementação do regadio. Já quanto à barragem de Alvorninha continua em testes por parte do INAG, aguardando o Ministério da Agricultura que terminem para que seja entregue e depois então se faça o aproveitamento da água que está na albufeira. Também foi anunciado por António Serrano que até ao final do mês serão assinados todos os contratos com os agricultores prejudicados pelo mau tempo que a 23 de Dezembro que causou cerca 30 milhões de euros de prejuízos na região Oeste. “Neste momento temos a garantia de que até final do mês de Março podem ter tudo contratado”, afirmou António Serrano, esclarecendo que “temos próximo de 500 projectos praticamente analisados”. Das 604 candidaturas de agricultores do Oeste afectados pelo mau tempo apresentadas à tutela até 18 de Janeiro, “mais de cem não foram aceites porque não se enquadravam” e, das aprovadas, “mais de 150 estão já contratadas”, adiantou o ministro. Até ao final do mês ficará concluída a fase de análise de projectos e António Serrano acredita que “em Abril/Maio” o trabalho estará concluído para que os agricultores recebam as verbas para fazer face aos prejuízos nas suas explorações. Durante o XV Encontro Anual da Pêra Rocha do Oeste foram galardoados Paulo Tavares, da Campotec, António Magalhães, da Frubaça, Isa Mónica Martinho, da Cooperativa Agricola do Bombarral, Luis Manuel da Conceição Lourenço, da Cooperafurtas, José Luís Campos Correia, da Frutus, António Vasco Oliveira Silva, da Luís Vicente, António Vieira Pragosa, da Lusofruta, António Estevão Duarte, da frutoeste, Luís Carlos Marques Silva, da Primofruta, Paulo Mauricio, da Central de Frutas do Painho, Joaquim Maria Torres, da Eurohorta, Fernando Varzea, da Ecofrutas, José Augusto Pereira Cardoso, da CPF, Júlio Manuel Duarte Batista, da Coopval, Jaime Manuel Alves Sobreiro, da Frutalvr, Telma Marisa Gomes Tavares, da Mundial Rocha, e Mário Agostinho Rodrigues, da Narfrutas, como os maiores produtores deste fruto durante o ano de 2009.   Carlos Barroso

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