Portugal – Perspectivas de futuro

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Nenhum regime é eterno, e este, a república em que vivemos, está ferida de morte, a definhar. Cairá, indubitavelmente, num futuro próximo. Sucede que tanto monárquicos como republicanos estão a analisar a possibilidade de restauração de uma das alternativas para um novo regime em Portugal (a melhor a meu ver, sem dúvida) de forma simultaneamente […]
Portugal - Perspectivas de futuro

Nenhum regime é eterno, e este, a república em que vivemos, está ferida de morte, a definhar. Cairá, indubitavelmente, num futuro próximo. Sucede que tanto monárquicos como republicanos estão a analisar a possibilidade de restauração de uma das alternativas para um novo regime em Portugal (a melhor a meu ver, sem dúvida) de forma simultaneamente errónea e irrealista. É extremamente duvidoso, para não dizer tremendamente improvável, que a velha república dê lugar a uma Monarquia Constitucional Hereditária – não ponho outras variantes em causa -, pela simples razão de que isso seria permanecer em democracia nacional, o que se apresenta como uma hipótese pouco provável. Antes de mais, é conveniente lembrar que não somos senhores do nosso destino enquanto povo e como nação. Delegámos esse poder a Bruxelas. A União Europeia não tem mais que dois caminhos de futuro. O Federalismo, a balcanização da Europa, ou a inevitável queda (que se dará de qualquer forma, com ou sem federação, mas nesse caso apenas a médio/longo prazo). Se triunfar a primeira seremos um “Estado”, ou uma (ainda) mais humilhante “região/comunidade autónoma da uma grande república federal europeia, com uma capital, um hino e uma língua comum. O sonho e objectivo último de Monnet e Coudenhove-Kalergi tornado realidade. Uma Europa artificial, mas factualmente unificada. Neste caso teríamos não uma república portuguesa, mas um super-estado republicano. Noutro cenário, a UE, não conseguindo expandir-se nem tampouco atingir o seu propósito, uns forçados “Estados Unidos Europeus” cairia, mais um fracasso na longa história da integração europeia, que conta com capítulos como o de Napoleão e Hitler (cujas ignóbeis tentativas foram frustradas pelo povo europeu e pelas suas tradições étnicas, culturais e, em última instância, nacionais). Neste caso, face à explícita incapacidade dos sucessivos governos democráticos de combater a lacerante dívida externa, assim como o défice que apenas excepcionalmente (através de medidas como o encerramento de serviços públicos, como hospitais e maternidades) é contido, e, em derradeira análise à total incapacidade de proporcionar a Portugal um crescimento económico saudável, o povo acabará por revoltar-se e seguir um líder, um santo político, um salvador pátrio que prometa não apenas progresso mas também vingança contra as faces do anterior regime, e do seu, ainda que premeditado, consequente falhanço. Evoluiria assim Portugal para uma ditadura, inicialmente apoiada por uma população que, mais tarde, e como sempre tem acontecido, a repudiará. Talvez depois do restabelecimento democrático possa, finalmente, ver a nação a sua Monarquia restaurada. Porém, que amanhã podem os portugueses esperar a curto/médio prazo? Uma Europa balcanizada ou uma pátria agrilhoada? Rafael Pinto Borges

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