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Pesca ilegal na Lagoa de Óbidos

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Os militares da capitania do porto de Peniche realizaram no passado dia 22 uma operação de fiscalização de combate à pesca ilegal de artes de pesca mal sinalizadas e com malhas ilegais. Foram recolhidas 294 peças de artes que estavam sinalizadas com canas e embalagens de plástico, nomeadamente frascos de iogurte, e que constituíam um […]
Pesca ilegal na Lagoa de Óbidos

Os militares da capitania do porto de Peniche realizaram no passado dia 22 uma operação de fiscalização de combate à pesca ilegal de artes de pesca mal sinalizadas e com malhas ilegais. Foram recolhidas 294 peças de artes que estavam sinalizadas com canas e embalagens de plástico, nomeadamente frascos de iogurte, e que constituíam um perigo para a navegação e capturavam peixe ainda bebés. Além da irregularidade, os elementos do posto da Foz do Arelho constataram que muitas daquelas artes tinham malhas ilegais e possuíam por isso peixes demasiado pequenos para serem capturados. “As armadilhas estavam cheias de peixes imaturos e como tal foram recolhidas da água”, destacou fonte do comando local da Polícia Marítima, que ainda assim não conseguiu identificar nenhum pescador. As artes em questão, “nassas”, deverão servir para a apanha de enguias e chocos, mas ao não apresentarem sinalização, suspeitava-se que tinham malhas ilegais, o que se veio a constatar. Foram igualmente encontrados “bombos”, uma arte de pesca pouco comum na Lagoa de Óbidos, e que também serviam para capturar, de forma ilegal, navalheiras e enguias. A mesma fonte garantiu que as fiscalizações irão continuar, uma vez que as acções são permanentes para que não haja irregularidades e se mantenha a sustentabilidade do ecossistema. Nesta acção estiveram envolvidos dois agentes do posto marítimo da Foz do Arelho, dois chefes e três estagiários da Policia Marítima de Peniche, que utilizaram um bote, semi-rígido e uma moto quatro. Da parte da Associação de Mariscadores e Pescadores da Lagoa de Óbidos, Alberto Jacinto lamentou que tenham sido apreendidas artes ilegais. “Essas artes não devem ser de pescadores e mariscadores da Lagoa, porque estes sabem da legislação em vigor que tem de ser cumprida. Se, em todo o caso, for de algum pescador da Lagoa, é lamentável que aconteça”, sublinhou o dirigente. Alberto Jacinto revelou que vê com regularidade colegas a exercerem a sua actividade na Lagoa de Óbidos “com bóias sinalizadoras e todas ferramentas de pesca legais”. “Qualquer apreensão prejudica a imagem dos pescadores e mariscadores”, sublinhou o dirigente.   Carlos Barroso

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