Hoje em dia, muitas mulheres portuguesas trabalham como donas de casa. Fazem umas horinhas aqui e outras ali, apenas para levarem um pouco mais de dinheiro para o lar, para poderem ajudar nas despesas da casa ou para comprarem umas roupinhas mais bonitas para os seus filhos. Tudo para a família, todo o seu trabalho, esforço e dedicação para no fim do mês juntarem parte do seu ordenado ao do marido e chegarem, por vezes, à triste conclusão que apenas sobram uns trocos ou, na maioria das vezes, não sobra nada. Tudo o que andaram a juntar durante 30 dias de trabalho, – sim porque muitas vezes o fim-de-semana é o começo de dois novos dias de mais roupa para passar a ferro, ou casas de banho para limpar ou ainda mais jantares e almoços para fazer – é insuficiente para as necessidades da família e para a imensidão das despesas que sempre vão aumentando. É triste, pois é. Mas cada um ganha a vida como pode e a mulher é perita em ser dona de casa e por isso tenta sair beneficiada dessa virtude. E depois de um dia de trabalho, quem compreende a sua revolta ao ver a própria casa para arrumar quando passou o dia inteiro cuidar de casas que não a sua, filhos e marido que precisam de um pouco de atenção e carinho de mãe e esposa? Há ainda a referir a situação da mulher que abdica do seu emprego, não sendo este de dona de casa, para cuidar dos seus filhos recém-nascidos, pois tem medo de os deixar em creches ou amas e nenhum familiar pode cuidar deles. E quando essa mulher se dedica a cuidar da sua própria casa acontece, por vezes, o mais improvável: a sua auto-estima desce a pique, deixa de se preocupar com a casa pois cuidar de um filho é lindo mas é uma tarefa muito preenchido e pouco reconhecida. Deprime-se e acaba por desligar completamente do mundo, coisa que não acontecia quando trabalhava fora de casa. Agora digam-me: quem dá amparo, conforto e estímulo a estas donas de casa desesperadas cujo sonho é criar os seus filhos em lares luminosos e alegres mas as dificuldades, a falta de apoio e compreensão não facilitam a tão nobre tarefa de mães, educadoras e esposas a tempo inteiro? Será pedir muito? É que todos sobejamente sabemos como o amor da mãe é o caminho mais seguro para a educação de futuros e felizes bons cidadãos. Inês Henriques
Donas de Casa Desesperadas
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