Quem não sonha com um grande amor, o amor da sua vida? Infelizmente são poucos os que o alcançaram. Porquê? Porque ele(a) não era bonito? Resposta errada. Porque não era rico? Errado também. Porque não se encontraram na devida altura? Falso. Porque parecia uma pessoa diferente? Idem. Na realidade, só vivem um grande amor os casais que têm um único projecto: tornar, juntos, os outros felizes. Por estas ou outras palavras, esta fórmula estava sempre presente na vida dos casais que, no nosso entender, vivem um perfeito amor. A primeira pessoa que cada um deles pretendia tornar feliz era o outro, o cônjuge, logo a seguir vinham os filhos que eles se propunham ensinar a ser felizes, os pais, sogros (imagine-se!), irmãos, sobrinhos, alunos, empregados…todos! Apercebemo-nos de que nem sempre a vida lhes correu de feição e o lindo projecto correu riscos de soçobrar: falta de filhos, doenças, apertos económicos, cansaços, desilusões…Em alguns casos, nem sequer a infidelidade tinha conseguido matar o perfeito amor que insistia em sobreviver sem se dar por derrotado por mais moribundo que parecesse…E onde estava esse remédio infalível? Na esperança do perdão e na alternância dos ataques, ora nele, ora nela. Bastava que um dos elementos do casal estivesse em fase de amor perfeito para salvar o outro. Só não podiam “adoecer” ao mesmo tempo. O amor perfeito é contagioso e salva o outro amor perfeito da doença. O amor perfeito não é cego: conhece as perfeições e defeitos do amado. Mas, porque ama, tem o direito de corrigir os defeitos e ajudar a desenvolver as virtudes. Só os pais e familiares podem corrigir, precisamente porque sabem amar com perfeição. Os esposos, se se corrigem mutuamente, fazem-no com exigência, carinho e compreensão, desejando que o outro se transforme na pessoa perfeita digna de ser admirada e amada. O poeta do séc. XX, Pedro Salinas, canta-o assim: Perdoa por ir assim, procurando-te/ tão desajeitadamente, dentro/ de ti./ Perdoa-me a dor, de vez em quando./ É que quero tirar/ de ti o teu melhor tu./ Esse que não viste em ti e que eu,/ nadador por tuas profundezas, vejo, preciosíssimo./ E tomá-lo/ e segurá-lo ao alto/ como a árvore retém a última luz/ que encontrou no sol./ E então tu/ irias em sua busca, para o alto./ Para chegar a ele,/ subida sobre ti, como te quero,/ tocando já o teu passado/ apenas com as pontas rosadas dos teus pés,/ o corpo todo em tensão, já subindo/ de ti para ti mesma./ E que ao meu amor então responda/ a nova criatura que tu eras. (Citado em “O que Significa Amar?”, pg. 55, de Tomás Metendo, Quadrante, São Paulo, Brasil,2006). É este Amor Perfeito que nos encoraja e estimula a mais e melhor amar, como Ele nos amou. Isabel Vasco Costa
Perfeito Amor
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