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Nestes tempos de crise e desemprego como os que se atravessam, não deixa de ser boa altura para e reflectir sobre o trabalho. O trabalho faz parte integrante da vida de todo o homem. O trabalho não é nenhum castigo divino, como muitas vezes se ouve mas, muito pelo contrário, representa uma oportunidade de contribuir […]

Nestes tempos de crise e desemprego como os que se atravessam, não deixa de ser boa altura para e reflectir sobre o trabalho. O trabalho faz parte integrante da vida de todo o homem. O trabalho não é nenhum castigo divino, como muitas vezes se ouve mas, muito pelo contrário, representa uma oportunidade de contribuir para o bem comum da sociedade, para o desenvolvimento e para a entreajuda dos povos. Para muitos é sobretudo fonte de subsistência para a família, mas pode ter uma finalidade espiritualmente mais elevada. É através do trabalho e no trabalho que o homem se realiza a si próprio e enfrenta-se com inúmeras oportunidades de crescer em muitas virtudes como a laboriosidade, aproveitamento do tempo, pontualidade, rigor, honestidade. Aperfeiçoamo-nos a nós próprios na medida em que vamos aprendendo a superarmo-nos, a melhorar e acrescer em formação e sabedoria. Todos temos o direito ao trabalho e o dever de o realizar bem, com profissionalismo, honestidade e a melhor perfeição possível. Cabe sobretudo ao Estado assegurar as condições de pleno emprego para que todos os cidadãos tenham acesso ao bem comum, a um nível de vida mínimo. Cabe também às entidades patronais assegurar as boas condições de trabalho permitindo, entre outras, que os trabalhadores consigam conciliar vida profissional e vida pessoal sem discriminação. A crise económica não pode servir de desculpa para se despedir ainda mais trabalhadores, o que só agrava a crise pois só torna mais graves as condições mínimas de estabilidade financeira e emocional de muitas famílias. Deveriam adoptar-se medidas alternativas ao despedimento que verdadeiramente ajudassem a sair da crise. Podem criar-se postos trabalhos por turnos, reduzir horários de trabalho, mas tentando manter as condições mínimas dos trabalhadores de modo a que possam sempre receber um salário. Há que saber olhar para o lucro, não como fim em si mesmo mas como meio de contribuir para o bem comum da sociedade, que passa pelo bem individual. O capital mais importante é o factor humano. O lucro só surge, se o capital humano da empresa estiver motivado para o gerar. Em tempos de crise, há fazer sobressair sentimentos de esperança e não descurar a justiça. Rita Parreira

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