Os projectos empresariais que atendem aos parâmetros de sustentabilidade,começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares do mundo. “Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da sustentabilidade local, além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades na área das energias renováveis é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia”, disse Almerindo Almeida, director da Associação Industrial da Região Oeste (AIRO), que fez um balanço positivo dos três dias (25, 26 e 27 de Novembro) em que decorreram as Jornadas da Sustentabilidade, Energia e Formação Profissional, que se desenrolaram em Óbidos e Caldas da Rainha , incidindo no Turismo, nos Equipamentos, Edifícios e Empreendimentos. “Envolvemos a AIRO, a Câmara Municipal de Óbidos, a Autarquia das Caldas da Rainha e a Escola Empresarial do Oeste (ETEO) e foi com estes quatro pilares que nós arrancámos com estas jornadas, numa altura em que a sustentabilidade, a construção eficiente e os técnicos, tudo tem de estar em conjugação para conseguirmos conrresponder àquilo que é a legislação actual em relação às certificações energéticas dos edifícios”, adiantou este responsável. Segundo Almerindo Almeida, garantir a sustentabilidade de um projecto ou de uma região determinada é “dar garantias de que mesmo explorada, essa área continuará a prover recursos e bem estar económico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações”. Para o empresário há um tema de destaque que tem a ver com a formação dos técnicos nesta área. “As escolas profissionais não adequaram os cursos atempadamente para corresponderem à legislação”, revelou, acrescentando que “a ETEO é um exemplo pela positiva porque consegue este ano colocar no mercado técnicos de energias renováveis”. Almerindo Almeida referiu ainda que a ETEO estabeleceu um protocolo com o Instituto Politécnico de Leiria e vai “arrancar este ano os cursos de especializaçao tecnológicos nível IV, que permitem aos alunos do décimo segundo ano nível III que acabam este ano, no próximo ano na mesma escola prosseguirem os seus estudos nesta área tão emergente que é a das energias renováveis”. Humberto Marques, vice-presidente da Câmara de Óbidos, Hugo Oliveira, vereador da Câmara das Caldas, Celestino Quaresma, da Ordem dos Engenheiros, e Luís Brandão Rodrigues, da Special Time Lda., foram os convidados para fazer a abertura do último dia das Jornadas, que encheram o auditório da ETEO. Hugo Oliveira reconheceu que na área da sustentabilidade o Municipio das Caldas ainda tem muito para fazer. O autraca revelou que a Câmara está empenhada em gerir melhor os recursos que possui e poupar naqueles que escasseiam, como é por exemplo a “energia”. O vereador revelou que “a autarquia está numa fase de estudo para que isso seja possível”. Falou da Lagoa de Óbidos, referindo-se às opiniões divergentes em relação à Câmara de Óbidos, frisando que “os objectivos finais de ambas as autarquias são a defesa da Lagoa”. Humberto Marques falou na importância do papel dos municípios nas alterações climáticas. Apresentou o programa “Óbidos Carbono Social”, pioneiro ao nível das autarquias nacionais, cujo objectivo é envolver toda a comunidade num esforço de redução das emissões, implementando e desenvolvendo um conjunto de acções integradas que visam a aplicação de boas práticas ambientais na área do concelho. Segundo o autarca, a campanha de recolha selectiva de resíduos sólidos urbanos (RSU), em ecopontos, ilhas ecológicas e recolha porta-a-porta, com seis meses de estudo, “já resultou numa taxa de desvio de resíduos do aterro de 9,7%”. Esta acção, adianta, representa um aumento de 130% na separação. “Conseguimos reduzir cerca de 10 por cento de resíduos, uma redução que é muito estimulante”, apontou, acrescentando que em média, o Município de Óbidos está a enviar menos 500 toneladas de resíduos por ano para aterro. “O que se traduz em menos 480 toneladas de dióxido de carbono por ano”, adiantou. O autarca anunciou que a Câmara promoveu o “princípio do poluidor-pagador”, que se trata da implementação de um sistema de taxação de resíduos. “O objectivo é pagar conforme o seu comportamento, com o intuito de mudar o comportamento dos munícipes na produção e destino dos seus resíduos, contribuindo para uma menor quantidade depositada em aterro”, referiu. A intervenção de Humberto Marques suscitou bastante interesse aos alunos presentes, que fizeram várias questões relacionadas com o programa Óbidos Carbono Social. Simular a eficiência energética de um edifício ou de uma casa No início deste ano passou a ser obrigatória a certificação energética e da qualidade do ar interior em todos os edifícios, documento que é agora obrigatório para a celebração de qualquer contrato de transacção, locação ou arrendamento de imóveis. A lei aplica-se tanto às novas construções como às já existentes. Com o Sistema de Certificação Energética (SCE), os edifícios são avaliados em nove diferentes categorias, que vão da classe A+ até à G e aparecem no documento certificador representadas por barras coloridas, tal como acontece já com alguns electrodomésticos. O Governo espera com este sistema aumentar em mais de 30 por cento a eficiência energética dos edifícios, uma vez que este sector é responsável pelo consumo de aproximadamente 40 por cento da energia final. Paulo Libório, da Agência para a Energia (ADENE), entidade que faz a gestão do processo e emite os certificados, esteve presente nestas jornadas, onde explicou à plateia que qualquer pessoa já pode simular a eficiência energética de um edifício ou de uma casa, recorrendo para o efeito ao sítio na Internet da ADENE ou da DECO. Segundo este responsável, a simulação é “feita com base nas respostas a determinadas questões, como o ano de construção do fogo ou imóvel, o material utilizado nas paredes, as dimensões e protecções das janelas e o tipo de electrodomésticos, entre outras”, adiantando que “o resultado é a classificação da casa/edifício num dos níveis de eficiência energética: de A+ a G, sendo este o pior”. Paulo Libório referiu ainda que depois “são apontadas recomendações para melhorar a eficiência energética do fogo/imóvel em causa: por exemplo, colocação de vidros duplos, de revestimentos nas paredes e de painéis solares, calafetagem das janelas…”. A AIRO e a Special Time – Consultoria e formação, foram os promotores destas Jornadas. Marlene Sousa
Jornadas da Sustentabilidade, Energia e Formação Profissional
2 de Dezembro, 2009
Os projectos empresariais que atendem aos parâmetros de sustentabilidade,começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares do mundo. “Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da sustentabilidade local, além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades na área das energias renováveis é um desafio permanente que deve […]
Jornadas da Sustentabilidade, Energia e Formação Profissional
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