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Câmara do Bombarral com três vereadores a tempo inteiro

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O presidente da Câmara do Bombarral, José Manuel Vieira, nomeou três vereadores a tempo inteiro – Nuno Mota, Lúcia Poseiro e Joana Patuleia, todos do PSD. A remuneração bruta do vereador a tempo inteiro é de € 2.747 euros e as despesas de representação correspondem a € 550. Lúcia Poseiro receberá um terço do seu […]
Câmara do Bombarral com três vereadores a tempo inteiro

O presidente da Câmara do Bombarral, José Manuel Vieira, nomeou três vereadores a tempo inteiro – Nuno Mota, Lúcia Poseiro e Joana Patuleia, todos do PSD. A remuneração bruta do vereador a tempo inteiro é de € 2.747 euros e as despesas de representação correspondem a € 550. Lúcia Poseiro receberá um terço do seu vencimento dado ser aposentada. O vereador José Victor, do PS, sustentou que “o concelho não aumentou”, pelo que não compreende “como é que se exige mais em termos do tempo de trabalho dos vereadores”. O autarca comentou que “em termos da situação económica da Câmara Municipal, que o senhor Presidente da Câmara várias vezes apelidou problemática, é dar um sinal aos nossos munícipes e agentes económicos de despesismo e de irresponsabilidade na governação da Câmara Municipal”. O presidente da Câmara argumentou que esta situação “resulta da grande necessidade de combater grandes lacunas nos sectores das obras, educação e recursos humanos”, indicando “o avolumar da quantidade e importância das competências atribuídas aos Municípios, considerando que dos autarcas se exige cada vez mais uma proximidade e uma disponibilidade permanente, para corresponderem de forma eficaz e eficiente ao funcionamento de uma autarquia”. O vereador Gabriel Martins, do PS, disse que admitia votar favoravelmente uma proposta que fixasse em dois o número de vereadores a tempo inteiro, que seriam Lúcia Poseiro e Joana Patuleia, contestando a nomeação do vereador Nuno Mota por “não lhe reconhecer competência para o desempenho das actividades que vinha desenvolvendo”. Gabriel Martins declarou que foi “confrontado com várias situações da sua área, no anterior mandato, que revelam a sua incapacidade para gerir e, se tal vier a acontecer, haverá prejuízos para a autarquia”. “É uma medida irresponsável e despesista, servindo para resolver compromissos políticos e profissionais que não devem ser resolvidos à custa da coisa pública”, manifestou. O presidente da Câmara considerou “no mínimo indelicadas” as palavras proferidas sobre o vereador Nuno Mota, sendo que este “foi eleito pela maioria dos bombarralenses”. “O senhor vereador Nuno Mota é competente nas áreas que abraçou e extremamente responsável e por isso foi o primeiro vereador a ser nomeado”, referiu. Nuno Mota afirmou que “de forma alguma o que o senhor vereador Gabriel Martins disse me irá afectar psicologicamente. O povo escolheu e decidiu que era este grupo a estar aqui em maioria. Se calhar o povo não reconheceu ao senhor vereador Gabriel Martins as competências que vinha apregoando e que se calhar não demonstrou”. O vereador José Victor também alegou que a decisão “não é para resolver problemas da Câmara Municipal, mas sim problemas pessoais e políticos do senhor presidente da Câmara e das pessoas que o acompanharam na sua lista”, considerando que o presidente da Câmara não consegue provar que há necessidade deste número de vereadores a tempo inteiro, uma vez que não houve novas competências transferidas pelo Governo nos últimos tempos. Apesar dos votos contra da oposição, as nomeações foram viabilizadas pelo PSD. Joana Patuleia, que foi directora do estabelecimento prisional das Caldas da Rainha, é agora a vice-presidente da Câmara do Bombarral e tem a seu cargo competências na área dos recursos humanos, qualidade municipal, acção social, cultura, ciência e património, habitação social, associativismo e colectividades, transportes e comunicações. A vereadora Lúcia Poseiro fica com os pelouros da educação, desporto, juventude e tempos livres, saúde e defesa do consumidor, e o vereador Nuno Mota com os pelouros das obras municipais, ambiente e saneamento básico, segurança e trânsito e Juntas de Freguesia. O presidente da Câmara encarrega-se da protecção civil, assuntos internacionais e cooperação externa, economia e finanças, promoção e desenvolvimento, energia e novas tecnologias, ordenamento do território e urbanismo, turismo e certames, obras particulares, cemitério e toponímia. Francisco Gomes

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