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What is the Matrix? (em “Matrix”, Morpheus) A propósito dos resultados das eleições, sobretudo das legislativas, lembrei-me, sem que aparentemente haja qualquer relação, que se completam 10 anos sobre a estreia do filme “Matrix”, dos irmãos Wachowski. Como todos se recordam, este filme marcou uma enorme revolução na hostória do cinema, por ter disseminado novos […]

What is the Matrix? (em “Matrix”, Morpheus) A propósito dos resultados das eleições, sobretudo das legislativas, lembrei-me, sem que aparentemente haja qualquer relação, que se completam 10 anos sobre a estreia do filme “Matrix”, dos irmãos Wachowski. Como todos se recordam, este filme marcou uma enorme revolução na hostória do cinema, por ter disseminado novos efeitos especiais junto do grande público. Foi uma das trilogias mais polémicas do final do século passado: houve tantas pessoas a gostar como a odiar; uns compreenderam a mensagem, outros acham que o filme é um festival de FX’s. De qualquer forma, encontro um ponto em comum entre este filme e os resultados das eleições. Quando Neo, a personagem principal, descobre o que é a Matrix, fica maldisposto e adoentado durante uns dias, tal é o efeito que provoca a descoberta da Verdade. Mas, o curioso é que, enquanto que para uns a descoberta da Verdade, embora dolorosa, é um factor de libertação, para outros, significa problemas e difculdades e não estão muito para aí virados. A personagem Cypher é uma das que melhor representa este facto. Mesmo tendo a Verdade diante dos olhos, prefere manter-se num mundo de mentiras e facilidades, do que privar-se de algumas coisas ou mudar o seu modo de vida, para viver em conformidade com alguns valores básicos em que a sociedade deveria assentar. E, ao falar de valores, não me refiro a amarras que alguns “fanáticos” católicos querem impor – como muitos dizem por aí – mas sim àqueles valores que estão intrínsecos em todos nós, mas que, com o passar do tempo e a formação que nos é dada, vão caindo no esquecimento: falo de liberdade, justiça, família, apenas para citar alguns. Com efeito, a Verdade pode ser manipulada. Posso achar que, por sermos livres, todos temos direito a pôr fim à nossa vida quando quisermos. Da mesma forma, posso considerar justo que pessoas do mesmo sexo se casem. E poderia enumerar muitas outras situações. Actualmente, dá ideia que, quando vamos a votos, não estamos a votar os Programas dos partidos, mas sim os valores da sociedade que uns vêem de uma maneira e os outros vêem o seu oposto. E, claro está, porque de uma forma geral, todos gostamos de ter certos confortos e regalias, vamos facilitando aqui e ali e dando espaço para que os tentáculos dos que querem destruir a ordem do mundo se vão disseminando pela calada, até mesmo junto das gerações mais jovens. Temos um trabalho importante em mãos: ajudar a que a Verdade seja vista como ela é e não com um olhar turvo por ideias deturpadas de quem “muito fala e pouco acerta”. Filomena Borges Gonçalves

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