Nova sede da Junta de Freguesia do Olho Marinho gera discussão

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A construção da nova sede da Junta de Freguesia do Olho Marinho é contestada pela Comissão de Freguesia da CDU, que considera ser “uma obra mal planeada, com uma localização errada e de legalização duvidosa”, situação que levam os comunistas a “colocar sérias dúvidas quanto à sua necessidade”. A CDU entende que “poderiam ter sido […]
Nova sede da Junta de Freguesia do Olho Marinho gera discussão

A construção da nova sede da Junta de Freguesia do Olho Marinho é contestada pela Comissão de Freguesia da CDU, que considera ser “uma obra mal planeada, com uma localização errada e de legalização duvidosa”, situação que levam os comunistas a “colocar sérias dúvidas quanto à sua necessidade”. A CDU entende que “poderiam ter sido estudadas outras alternativas à construção de raiz, de um novo edifício, quando se perspectiva que a médio prazo, fiquem libertos os edifícios das duas escolas primárias, podendo um deles vir a ser requalificado para o efeito”. “Desta forma, ter-se-ia poupado, por certo, alguns milhares de euros, quer aos cofres do Estado, quer da Câmara Municipal”, alega. Quanto à localização, manifesta que “foi tomada a pior das decisões”, explicando que “a dimensão do edifício e a sua disposição no Largo Joaquim Justino Marta fazem com que a Igreja Matriz fique escondida e o respectivo átrio transformado num local sombrio”. “Também o coreto e todo o largo, este largo mais nobre da Freguesia de Olho Marinho, ficam seriamente afectados pela construção deste ‘mamarracho’”, considera. “É neste espaço, de que fazem parte a Igreja, o coreto e o próprio “Olho de Água”, que agora se quer implantar um edifício que, para além de roubar espaço ao largo, ofende a vista de todos”, sustenta. A CDU questiona ainda “se é legítimo que tenha sido aprovado um projecto de construção da nova sede da Junta de Freguesia com uma área várias vezes superior à do terreno registado para a construção e se é legítimo que a concretização do projecto, com as dimensões aprovadas para o mesmo, seja feita à custa da largura da Travessa do Coração de Maria e do espaço que medeia até ao muro do átrio da Igreja”. Executivo contrapõe O executivo da Junta de Freguesia, composto por José Felipe, José Clemente e José Mesquita, respectivamente presidente, secretário e tesoureiro, emitiu um comunicado onde revela que para o projecto da nova sede, iniciado há seis anos, numa primeira fase, depois de aprovado por unanimidade pela Assembleia de Freguesia, foram adquiridas as suas casas ali existentes. Seguidamente foram preparadas e entregues as candidaturas junto das entidades competentes, o projecto de arquitectura, seguindo-se garantia aos financiamentos e finalmente o concurso público. Quanto à localização da nova sede, para o executivo social-democrata “é convicção de que é a melhor possível, pois os projectos foram previamente aprovados em sessão de Câmara, Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal, por unanimidade”. “A tomada de decisão ficou a dever-se à falta de mobilidade existente nas antigas instalações, pois dispúnhamos apenas de oitenta metros quadrados, divididos por dois pisos, num edifício localizado numa das ruas de maior movimento, colocando inclusive em perigo a segurança de adultos e jovens. Para além das condições de atendimento ao público serem péssimas e sem dignidade”, sublinha. “A futura sede da junta de freguesia em nada prejudica o Largo Joaquim Justino Marto, antes pelo contrário, a sua presença física valoriza não só os Olhos d’Água, como o restante património histórico ali existente”, frisa o executivo. “Lamentamos que a CDU considere a nova sede um mamarracho, quando a construção vai manter o mesmo traçado arquitectónico, não adulterando o estilo predominante no Largo Joaquim Justino Marta”, aponta. Francisco Gomes

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