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Nada de relevante em Óbidos

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Em 2005, quando fui candidato pela primeira vez, e também me meti nesta coisa pública da disputa de uma opção estratégica para o concelho de Óbidos, estava completamente aberto a todo o tipo de  aprendizagens que estas andanças nos vão dando. Li, estudei, informei-me e percorri todo o concelho de modo a perceber o melhor  possível qual […]

Em 2005, quando fui candidato pela primeira vez, e também me meti nesta coisa pública da disputa de uma opção estratégica para o concelho de Óbidos, estava completamente aberto a todo o tipo de  aprendizagens que estas andanças nos vão dando. Li, estudei, informei-me e percorri todo o concelho de modo a perceber o melhor  possível qual é que era a realidade. Nesse propósito fui afinando cada vez mais as necessidades básicas de um concelho como Óbidos. Óbidos tem a sua grande dependência no sector primário, ou seja na agricultura. Mais de 50% dos habitantes de Óbidos possuem terrenos  agrícolas que exploram e dele retiram o seu sustento ou parte. Assim, torna-se absolutamente óbvio e essencial que este tema seja prioritário na definição de qualquer estratégia minimamente séria para o concelho. Em Óbidos a terceira idade tem um fortíssimo peso na sua distribuição  demográfica. São, regra geral, pessoas que já deram o seu contributo à  sociedade e que por um conjunto muito diverso de factores necessitam agora do apoio de todos nós. Não numa perspectiva burocrática das 9 às 18, mas a 100%. Há pessoas acamadas, há pessoas com necessidades pontuais, há quem necessite apenas de companhia. Em Óbidos o parque habitacional tradicional encontra-se num estado de  abandono. Em qualquer vila, aldeia ou lugar não há rua, estrada ou caminho em que não encontremos uma casa, um moinho, um apoio agrícola ou um armazém que se está a desfazer, que esteja em ruínas. Muito desse património tem consigo séculos de vivências, de história das pessoas do concelho. Em Óbidos aconteceu nos últimos anos uma enorme explosão de cimento. No mais pequeno terreno nasceram casas e loteamentos. No pulmão do concelho, na extensa zona arborizada dos concelhos do Vau e Amoreira, assistimos a uma voraz razia que será substituída por mais do dobro do  total parque habitacional de todo o concelho. Não vimos um único projecto de habitação social. O turismo em Óbidos foi completamente distorcido. Óbidos tinha um romantismo, uma qualidade superior e atraía amantes de coisas boas, belas e com conteúdo. Actualmente a Óbidos vêm multidões à procura da feira popular e das barraquinhas de chocolate ou às tasquinhas  medievais. Estamos em 2009. Nos cinco pontos fundamentais expostos nada de relevante foi feito de modo a alterar o estado das coisas. ?Francisco Braz Teixeira Candidato do CDS/PP em Óbidos

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