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Cigarro mal apagado mata mulher

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Um cigarro aceso esquecido no quarto originou na madrugada de 12 de Agosto nas Caldas da Rainha um incêndio num apartamento de rés-do-chão, que viria a provocar a morte da única moradora, uma mulher de 50 anos, que dormia profundamente sob efeito de comprimidos. Idalina Maria Roque Domingos, divorciada, antiga trabalhadora fabril, actualmente desempregada e […]
Cigarro mal apagado mata mulher

Um cigarro aceso esquecido no quarto originou na madrugada de 12 de Agosto nas Caldas da Rainha um incêndio num apartamento de rés-do-chão, que viria a provocar a morte da única moradora, uma mulher de 50 anos, que dormia profundamente sob efeito de comprimidos. Idalina Maria Roque Domingos, divorciada, antiga trabalhadora fabril, actualmente desempregada e a viver à custa de subsídios da Segurança Social devido a problemas psicológicos que a impediam de desempenhar tarefas profissionais, terá morrido devido à inalação de fumos, apesar de apresentar queimaduras graves no rosto e peito. Os moradores do bloco 2 da Rua José Natário, no Bairro dos Arneiros, foram alertados para as chamas cerca das cinco da manhã. Rute Moura, sobrinha da vítima, relatou que os vizinhos “ainda tentaram invadir a casa e salvar a minha tia, que tinha adormecido, mas as labaredas eram grandes e havia muito fumo”. Os bombeiros das Caldas da Rainha chegaram ao local pouco depois, com vinte elementos e cinco viaturas, e apagaram o fogo, que se circunscreveu ao quarto, tendo também comparecido a viatura médica de emergência e reanimação do hospital, mas a mulher foi encontrada já cadáver, deitada em cima da cama. Na mesa de cabeceira estava um cinzeito com bastantes beatas. A Polícia Judiciária de Leiria recolheu vestígios no apartamento, tudo apontando para que a causa do incêndio tenha sido um cigarro mal apagado, não havendo suspeitas de crime. O corpo foi transportado pelos bombeiros de Óbidos para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras, para ser autopsiado. Idalina Domingos vivia sozinha e tinha uma filha de 19 anos e um filho de 30 anos, emigrante na Holanda. “Passou por uma fase depressiva mas ultimamente andava mais alegre e saía para festas. Até tinha deixado uma mensagem a uma amiga para irem ao baile no próximo domingo”, contou a sobrinha. Francisco Gomes

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