A Associação de Artesãos das Caldas da Rainha está a ponderar encerrar no final deste ano. Não ter um espaço para a sede é a razão. Vítor Pires, secretário da associação refere que “já contactámos a Câmara mas esta não se mostra disponível para ajudar. A vereadora da cultura deve ter outros interesses”. A única associação vocacionada para a cerâmica das Caldas da Rainha está disposta a pagar alguma coisa por um espaço. Vítor Pires acrescenta que “só queremos que a Câmara nos olhe como um parceiro cultural das Caldas da Rainha”. Revoltados com a autarquia estão também os comerciantes da cerâmica tradicional das Caldas, que se queixam da falta de apoios por parte da Câmara Municipal bem como da ACCCRO. Itelvina Silva, comerciante, considera que se fosse o presidente da Câmara de Óbidos a crise na cerâmica não existia. Esta comerciante tem uma loja na rua Camões há 30 anos, e além de considerar que as vendas estão muito fracas acha que a cerâmica tradicional vai acabar. “Ninguém deita a mão a isto”, lamenta. Mostra-se ainda indignada por terem retirado o estacionamento dos autocarros junto do parque e Francisco Mendes também acredita que os autocarros tenham influenciado a crise da cerâmica. Este comerciante há mais de 40 anos, tem 2 lojas na Rua de Camões e fabrica artesanato tradicional caldense desde os 14 anos, considerando que “não há nada que traga as pessoas às Caldas, antigamente havia as termas, agora nem isso”. Francisco Mendes aponta que a crise na cerâmica é uma consequência do mau funcionamento do Hospital Termal. “As pessoas não se apercebem dos milhões que deixaram de cair nas Caldas com o fecho das termas”. Nuno Costa, também comerciante e artesão de cerâmica tradicional caldense, partilha da mesma opinião, e acrescenta que “fomos abandonados pela Câmara Municipal. Esta rua parece marginalizada”. Ambos os comerciantes acham que a Rua de Camões parece abandonada, e que nem no Natal tem encanto. Outra das tradições caldenses que também está em crise no que diz respeito às vendas são os bordados. Manuela Margarido, professora de bordados na Universidade Sénior das Caldas da Rainha há 3 anos, considera que “a tendência é ir acabando, porque há poucos sítios para as pessoas aprenderem”. Esperançosa que a crise termine rapidamente, esta professora refere que “a Câmara tem apoiado a tradição dos bordados caldenses”. Até ao fecho desta edição a vereadora da Cultura, Maria da Conceição Pereira, bem como o presidente da ACCCRO, João Frade, estavam indisponíveis para responder ao JORNAL DAS CALDAS: Inês Lopes
Associação de artesãos e comerciantes com falta de apoios
19 de Agosto, 2009
A Associação de Artesãos das Caldas da Rainha está a ponderar encerrar no final deste ano. Não ter um espaço para a sede é a razão. Vítor Pires, secretário da associação refere que “já contactámos a Câmara mas esta não se mostra disponível para ajudar. A vereadora da cultura deve ter outros interesses”. A única […]
Associação de artesãos e comerciantes com falta de apoios
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