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Formandos na área do termalismo mostram conhecimentos

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Foi apresentado no auditório dos Pimpões o trabalho dos formandos do curso EFA Operador de Hidrobalneoterapia, promovido pela Soprofor, subordinado ao tema “O Termalismo”. Este evento foi dividido em dois grandes momentos, sendo o primeiro a apresentação ao público do trabalho realizado pelos formandos, seguindo-se uma conferência. Na última parte e a par da exposição […]
Formandos na área do termalismo mostram conhecimentos

Foi apresentado no auditório dos Pimpões o trabalho dos formandos do curso EFA Operador de Hidrobalneoterapia, promovido pela Soprofor, subordinado ao tema “O Termalismo”. Este evento foi dividido em dois grandes momentos, sendo o primeiro a apresentação ao público do trabalho realizado pelos formandos, seguindo-se uma conferência. Na última parte e a par da exposição realizada no exterior dos Pimpões, foram feitas massagens a alguns participantes depois de um sorteio, certificando assim que as competências até agora atingidas pelos formandos estão a ser bem adquiridas. A coordenadora Vânia Duarte e a mediadora Sara Conceição, da Soprofor, apontaram que estes cursos de educação para os adultos, que visam a dupla certificação, dão, após ano e meio, a equivalência ao 9º e 12º ano, numa área profissional e escolar. O curso de Operador de Hidrobalneoterapia dá certificação ao 9º ano e o curso de Técnicas de Informação e Técnicas de Animação Turística equivalência ao 12º ano. “As pessoas quando saem deste curso terão formação escolar e profissional para se integrar no mercado de trabalho”, logo poderão obter um emprego com maior facilidade, justificou Sara Conceição, que indicou que os formandos quando chegam “têm baixas equivalências escolares e quando saem terão maiores equivalências e mais aptidões profissionais”. Vânia Duarte reforçou que “as práticas na área, favorecem uma melhor integração no mercado de trabalho”, referindo que existem algumas empresas que já recorrem à Soprofor para terem alunos estagiários. Os cursos têm a duração de um ano e meio e têm decorrido nas instalações da Soprofor, perto da EBI de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha. Os alunos têm direito a um subsídio de desemprego e ainda ajudas de custo se forem alunos de fora das Caldas da Rainha, acumulando ainda o subsídio de alimentação, e quem tiver filhos subsídio para infantário. Ilda Mendes, da Lagoa Parceira, de 44 anos, desempregada há seis anos, confessou que o curso que está a tirar “poderá ser uma boa forma de entrar de novo no mercado de trabalho”. A aluna diz ter aprendido “tudo o que envolve a história e as qualidades terapêuticas das águas termais. Cada unidade termal tem a água com a sua característica”, explicou. “Gostava de ficar colocada a trabalhar no termalismo. Se for nas Caldas tudo bem, mas se for noutro local também não me importo”, disse Ilda Mendes, que só em Fevereiro é que termina este curso. A aluna entrou neste curso depois de ter tido conhecimento através de uma amiga e está a achá-lo “muito interessante porque dá-me também a habilitação ao 9º ano”. Ideia semelhante tem Rosália Sousa, de Lisboa e residente nas Caldas há 16 anos, e que uma vez que também já laborava num consultório médico, pretende no final “continuar a trabalhar nesta área”, agora com “mais conhecimentos”. “Este curso dá-nos uma visão muito ampla do que é a saúde sem ser através dos medicamentos. É uma área fantástica”, referiu. Sofia Santos, de 30 anos e residente nas Caldas, está a tirar o curso de animação turística, ficando com equivalência ao 12º ano. “Estamos numa zona onde o turismo está na moda e decidi-me inscrever-me nesse curso”, disse. No final é objectivo arranjar emprego nas Caldas ou nos concelhos próximos. Nina Mões, com 35 anos, de Lisboa, mas residente nas Caldas, inscreveu-se no curso de animação turística porque já tem alguma experiência em animação por participar nos eventos que se realizam em Óbidos. “Queria aprender mais na vertente de animação turística, uma vez que faço trabalhos de animação infantil, animação de rua, faço a Óbidos Vila Natal. Tenho formação nessa área e agora quero complementar com a animação turística”, disse. Nina Mões justificou a participação neste curso para obter mais formação num mercado de trabalho cada vez mais exigente, mas também porque o turismo é uma área de emprego ainda pouco explorada em termos de animação. Carlos Barroso

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