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Presidente do INAG “está no lugar errado”

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A Comissão Cívica de Protecção das Linhas de Água e Ambiente, com sede em Caldas da Rainha ficou “indignada” e questiona “como é possível” o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, ter afirmado ao JORNAL DAS CALDAS que não aceita pressões relativamente ao assoreamento da Lagoa de Óbidos. “Com esta afirmação só demonstra […]
Presidente do INAG "está no lugar errado"

A Comissão Cívica de Protecção das Linhas de Água e Ambiente, com sede em Caldas da Rainha ficou “indignada” e questiona “como é possível” o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, ter afirmado ao JORNAL DAS CALDAS que não aceita pressões relativamente ao assoreamento da Lagoa de Óbidos. “Com esta afirmação só demonstra ser uma pessoa insensível, arrogante e prepotente, que está no lugar errado, uma vez que não está à altura de lidar com situações de carácter tão sensível, como a poluição e assoreamento da Lagoa de Óbidos”, sustenta a comissão. Para além disso, aponta a comissão, “a calendarização e as formas de procedimentos com que se comprometeu com a Câmara de Caldas da Rainha relativamente à Lagoa de Óbidos, não foram cumpridas”. “Com esta falta de cumprimento, se o senhor presidente do INAG não aceita as pressões, se assim se podem chamar, quer por parte das entidades politicas, quer por qualquer outras entidades ambientais ou munícipes, só lhe resta uma solução: demitir-se”, manifesta a comissão liderada por Vítor Dinis e António Peralta. “Agora é que esta comissão começa a perceber o motivo porque o senhor presidente do INAG não esteve presente no debate organizado pela mesma, nem se fez representar, a fim de juntar ambos os presidentes das Caldas da Rainha e Óbidos, talvez tenha sido pela alergia que tem a eventuais “pressões”, declaram os representantes da comissão. “O que seria da Lagoa de Óbidos senão se fizessem “pressões”? Já decorreram mais de vinte anos, em que os munícipes caldenses lutam ou fazem “pressões” por uma melhor vida da Lagoa de Óbidos e o resultado, mesmo assim, está à vista. De outra forma certamente que a Lagoa já não existiria, ou estaria transformada num pântano”, fazem notar. Para Vítor Dinis e António Peralta, as afirmações de Orlando Borges “só denotam que de ambiente não percebe nada e para além disso deve estar muito mal acompanhado, pois nem pessoas à altura tem que o saibam aconselhar, e quando diz que já veio à Lagoa mais vezes do que algumas pessoas que moram na Foz do Arelho, desde o mês de Dezembro até Junho, só deve para passear”. A comissão gostava que o presidente do INAG “explicasse publicamente o trabalho que está a ser feito com muito rigor pelo LNEC. É que efectivamente, esta comissão não tem visto os mínimos resultados”. O movimento cívico indica ainda que a movimentação dos 25 mil metros cúbicos de areia, numa operação orçada em 65 mil euros, que vai dar mais areia à margem norte, “veio agravar a situação e só espera esta comissão que não dê origem a que se formem poços profundos e coloquem em perigo todos aqueles que ali mergulhem”.

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