O dia 12 de Junho ficará na história de A-dos-Francos e da Foz do Arelho, já que depois das 12 horas na Assembleia da República foram aprovados os projectos-lei que elevaram aqueles lugares a vilas. Cerca de cem pessoas, oriundas da Foz do Arelho e de A-dos-Francos, deslocaram-se de autocarro para assistirem à votação, mas devido às medidas regimentais, só puderam demonstrar a sua alegria e contentamento fora do edifício e à noite nas respectivas localidades, onde foram preparadas festas para assinalar tal feito. Em A-dos-Francos o momento coincidiu com as festas dos Santos Populares e as Tasquinhas e por isso as festividades misturaram-se. O presidente da Junta viveu com muita alegria o momento da votação e festejou toda a noite com a população. “A população está na rua a festejar e está a ser uma festa muito grande associada às marchas populares e às tasquinhas. Agora faz falta em A-dos-Francos um pavilhão que sirva a escola e a população, e um passeio que ligue a colectividade até ao Colégio, pois não há segurança na estrada quer para os adultos quer para as crianças que utilizam aquele caminho para irem para a escola”, afirmou Justino Sobreiro. Também com grande festa, mas esta preparada especialmente para este momento histórico, a recém-criada vila da Foz do Arelho comemorou com um churrasco, baile e fogo-de-artifício este acto. Fernando Horta mostrou “um grande orgulho” por ser o primeiro presidente da Junta da vila da Foz do Arelho, descrevendo que “é um sinal de desenvolvimento da freguesia e dá alento para continuar a desenvolver a agora vila”. “Hoje quando voltámos da Assembleia da Republica vi o orgulho estampado na cara das pessoas por sentirem este momento histórico da Foz. Este facto vai devolver a auto-estima às pessoas da Foz”. Fernando Horta descreveu o momento da votação na Assembleia da Republica como “contido”, pois nas galerias não pode haver barulho ou qualquer outra manifestação, mas “pelo caminho todos deram asas à alegria. Para mim foi um momento único”. Apesar de ser apenas um processo meramente administrativo, Fernando Horta descreve como prioridades “a recuperação do cais” e alerta que “a Foz do Arelho está ligada à Lagoa e a se a Lagoa não for recuperada e saudável, nunca a Foz do Arelho pode ser saudável”. O presidente da vila gostaria que este dia fosse recordado todos anos. Por último, o autarca não deixou de agradecer o trabalho desenvolvido pelo deputado socialista e vereador da Câmara das Caldas, António Galamba. “A população terá um sentimento de gratidão para com o senhor deputado António Galamba e aos que se associaram a ele de outros partidos. Temos a clara noção que a primeira pessoa a apresentar o projecto foi o deputado António Galamba. Isto nasceu há dois anos, depois de termos falado. As coisas foram possíveis num espaço de cerca de dois anos. Em A-dos-Francos há vinte anos que esperavam por este acto e por isso acho que nós fomos mais felizes porque esperámos menos tempo”, disse Fernando Horta. Carlos Barroso
A-dos-Francos e Foz do Arelho já são vilas
17 de Junho, 2009
O dia 12 de Junho ficará na história de A-dos-Francos e da Foz do Arelho, já que depois das 12 horas na Assembleia da República foram aprovados os projectos-lei que elevaram aqueles lugares a vilas. Cerca de cem pessoas, oriundas da Foz do Arelho e de A-dos-Francos, deslocaram-se de autocarro para assistirem à votação, mas […]
A-dos-Francos e Foz do Arelho já são vilas
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