Q

Em tempos de “crise”:voluntariado e solidariedade

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Em tempos de «crise» não adianta “chorar sobre o leite derramado” e a nossa sociedade religiosa e civil, tem demonstrado que neste momento o que conta é fazer como dizem os jogadores de futebol depois de uma derrota: “há que levantar a cabeça”. E tem sido a postura da nossa sociedade, fazendo crescer e de […]

Em tempos de «crise» não adianta “chorar sobre o leite derramado” e a nossa sociedade religiosa e civil, tem demonstrado que neste momento o que conta é fazer como dizem os jogadores de futebol depois de uma derrota: “há que levantar a cabeça”. E tem sido a postura da nossa sociedade, fazendo crescer e de um modo notável, quer o voluntariado, quer a solidariedade. Na cidade de Setúbal nasceu uma ideia: ao fim da noite um grupo de voluntários, deixa o sofá e a TV, e vai recolher as sobras (não os restos conspurcados) dos alimentos em diversos restaurantes da cidade. Tudo é encaminhado para um determinado local, onde um voluntário de cadeira de rodas e portanto impossibilitado de se deslocar na recolha, vai apontando o nome dos carenciados que, não tendo dinheiro para comer, recorrem a essa ajuda – são atendidos por ordem de chegada e sempre se consegue que chegue para todos. Aqui o voluntariado impera, o que não quer dizer que seja caso único – pelo contrário, acções de voluntariado crescem de dia para dia, seja no apoio a doentes, idosos, crianças em risco, toxicodependentes, reclusos, etc. Devemos congratularmo-nos com isso. Eu disse que, no caso de Setúbal, chega sempre para todos. A razão está na solidariedade. Um utente habitual um dia não compareceu à distribuição de alimentos. Inquirida razão, afirmou: o que tinha levado chegou-me para dois dias e assim não vim para dar lugar a outro que precisasse mais do que eu. Comovente no mínimo. Refiro este caso porque foi objecto de uma reportagem na TV, mas são inúmeras as situações e os diferentes canais televisivos têm-se esforçado por lhes dar visibilidade, e ainda bem, porque o exemplo é mais eficaz do que a palavra. Quanto à subsidiariedade, deixemo-la para o Governo e entidades competentes. Podem ter boa vontade, mas a burocracia não deixa actuar sobre o acontecimento e, por vezes, quando chega já é tarde. Arregacemos as mangas e faça, cada um no seu meio, o que puder. Juntos venceremos mais depressa a «crise» e, no momento actual, poderemos minimizar os seus efeitos nefastos em tantos e tantos… Maria Fernanda Barroca

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1

Concurso de cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

O Chefe do Ano, o maior e mais prestigiado concurso de cozinha para profissionais em Portugal, revelou os 18 concorrentes apurados para as etapas regionais da sua 37.ª edição, após uma fase de candidaturas que reuniu mais de 200 profissionais.
As três eliminatórias regionais decorrerão em abril. A primeira, referente à região Centro, será realizada no dia 14 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha. A segunda, da região Sul & Ilhas, acontecerá a 22 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

concurso