Alunos Identificaram pontos críticos de acessibilidade das instalações físicas do Colégio Rainha D. Leonor No âmbito da disciplina de Área de Projecto, um grupo de alunos do 12º ano, das turmas A e B, do colégio Rainha D. Leonor desenvolveram um projecto sobre a acessibilidade. Com o lema “Passo rumo ao Futuro” o projecto teve como objectivos a sensibilização das pessoas para as dificuldades dos deficientes motores e averiguação das dificuldades de circulação que as pessoas em cadeiras de rodas têm. Para isso, os estudantes realizaram o Dia Sobre Rodas, realizado no dia 19 de Maio na própria Escola onde procuraram sensibilizar os alunos dando-lhes a oportunidade de fazerem um trajecto no Colégio de cadeira de rodas, disponibilizadas pelos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. No fim do percurso cada aluno respondeu a um inquérito com algumas questões sobre a experiência que acabou de viver: Encontrou dificuldades no seu percurso?; Necessitou de ajuda?; Pensa que se estivesse condicionado a uma cadeira de rodas iria sofrer exclusão social?, foram algumas das perguntas feitas aos estudantes. Quanto às condições de acessibilidade de pessoas deficientes no Colégio Rainha D. Leonor, Joana Gomes, umas das alunas que desenvolveu este projecto, alegou que “está nos extremos”. “Precisa de algumas modificações para poder receber os alunos deficientes, mas não está muito longe das necessidades exigidas”, declarou, Joana Gomes. Segundo esta estudante, “a escola tem elevadores e casas de banho para deficientes”, no entanto revelou algumas barreiras, como “o bar e o refeitório da escola terem os balcões muito altos, a dificuldade na utilização da biblioteca, e alguns degraus a mais no exterior ”. Outra barreira encontrada durante o “Dia Sobre Rodas”, foi na rampa de acesso ao pavilhão gimnodesportivo. “Todos os alunos que andaram de cadeiras de rodas tiveram que ser ajudados a subir a rampa que vai para o pavilhão”, apontou, a aluna. Uma palestra sobre inserção social dos deficientes motores que teve como orador, Manuel Silva e Sousa, paraplégico devido a um acidente de viação, atleta, jogador de basketbol e o primeiro paraplégico a saltar de pára-quedas, foi outra actividade inserida neste projecto. Na sua conversa com os alunos, Manuel Silva, falou da sua vida focando várias questões, como: a sua experiência pessoal, a falta de apoio das entidades superiores (financeiro, arquitectónico, etc.), a importância do desporto na vida de um deficiente motor, a revolta de estar confinado a uma cadeira de rodas, a dificuldade económica para que possam ter as condições necessárias ao seu dia-a-dia, as complicações que as entidades patronais lhes colocam na busca de emprego, entre outras. Segundo, Joana Gomes, este projecto consiste também na criação/melhoramento das acessibilidades ao nível da cidade das Caldas da Rainha. “Para concretizarmos a segunda parte do projecto recorremos á criação de uma rampa móvel para os estabelecimentos da cidade. Neste momento a realização da rampa está ainda a decorrer tendo sido já elaborado por nós o estudo das condições mínimas para que esta ideia seja concretizada”. Joana Gomes (17 anos), José Sousa (18 anos), Catarina Sousa (18 anos), Vanessa Martins (17 anos), André Simões (18 anos), Pedro Silva (17 anos) e Miguel Santos (17 anos), são os alunos do 12º ano, das turmas A e B, do colégio Rainha D. Leonor que desenvolveram este projecto. Marlene Sousa
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.




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