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Reabertura do Céu de Vidro traz memórias agradáveis aos caldenses

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Uma área emblemática das Caldas da Rainha, o Céu do Vidro, que foi inaugurado em 1837, reabriu ao público. O Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), no dia 25 de Abril, procedeu à reabertura da passagem do Largo da Copa do Hospital Termal para o Parque D. Carlos I. A reabertura desta passagem permite que se […]
Reabertura do Céu de Vidro traz memórias agradáveis aos caldenses

Uma área emblemática das Caldas da Rainha, o Céu do Vidro, que foi inaugurado em 1837, reabriu ao público. O Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), no dia 25 de Abril, procedeu à reabertura da passagem do Largo da Copa do Hospital Termal para o Parque D. Carlos I. A reabertura desta passagem permite que se volte a passar por debaixo do céu de vidro do edifício que já foi o casino e a casa da cultura e que está fechado há 20 anos. A continuação da sua recuperação está agora dependente das decisões que vierem a ser tomadas pelo Conselho de Administração do CHON. Ideias para o local não faltam. Está prevista para a ala esquerda (de frente para o edifício) a criação de um Spa. E para a outra ala é a intenção do CHON fazer um clube de recreio. O objectivo é que a obra não “pare”, disse Maria do Rosário Sabino, administradora do CHON. “Não vamos ficar mais vinte anos com cenários destes pendentes, a vida passa muito rápido e os nossos filhos merecem viver este espaço emblemático”, adiantou. A concessão a privados para o Spa é uma hipótese aceite pelo actual Conselho de Administração. “Julgo que o balneário novo e o hospital termal serão suficientes para a nossa procura pública”, apontou, Maria do Rosário Sabino referiu que “faz sentido ter um projecto para esta área que seja viável a nível da sua sustentabilidade, tendo aqui a nossa maior riqueza que é a água, um Spa, com massagens poderá ser uma hipótese de trabalho”. Com as obras que já decorreram foi reconstruído o pavimento e a carpintaria, obedecendo à traça original. Foi também recuperado o “Céu de Vidro” e o telhado que estava arruinado. “Foi reconstruída a calçada conforme as imagens mais antigas e naturalmente foi dado um cunho contemporâneo através da ampliação do céu de vidro, de forma a criar maiores potencialidades para o edifício”, disse o arquitecto Remédios, autor do projecto de requalificação do local, acrescentando que foi também “reconstruída a porta principal que está muito parecida à original, a única mudança foi que tirámos a chapa e substituímo-la por vidro”. Segundo o arquitecto, também foram restaurados os candeeiros, que “são uma imagem emblemática do Céu de Vidro”. De acordo com este responsável, o objectivo do Hospital foi dar um “pontapé de saída para a reconstrução do edifício que de um clube passou a casino e de casino a clube de recreio”. Um concerto com a banda filarmónica de A-dos-Francos e a inauguração de uma exposição de fotografia marcaram a reabertura de uma parte da antiga Casa da Cultura na tarde de 25 de Abril. A administradora mostrou-se satisfeita com a afluência das pessoas ao local, o que demonstra “uma afectividade muito especial em relação ao Céu de Vidro”. Como forma de reviver o passado, às 17h00 foi servido à população que circulava no Céu de Vidro um chá de tília e bolachas de manteiga. O arquitecto Remédios recordou algumas das práticas habituais que eram comuns no passado no Club de Recreio. “Depois do jantar, que era por volta das cinco horas, ia-se até ao club, onde se dançava animadamente até às dez horas, sendo então servido o conhecido chá com fatias de bolo e bolachas além de copos com água chalada (água com açúcar e canela)”. O caldense, Abílio Carmo, tinha 26 anos e lembra-se de espreitar para dentro do casino. “Só as pessoas de alta categoria vinham para aqui, esta passagem estava sempre cheia de pessoas que iam para o baile”, recordou, frisando que “a abertura da passagem não é nada quando comparada com a vida que este local já teve”. “É uma maravilha a primeira recordação, é o cheiro a 25 de Abril, porque a antiga Casa da Cultura beneficiou naquela altura de muitas actividades culturais, enriquecidas pelo senhor António Pedro que trouxe para este local teatro, ballet, exposições, orquestras ligeiras e todas as temáticas possíveis. Com esta passagem agora aberta tudo isto vem à memória”, referiu o investigador Mário Lino. Marlene Sousa

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