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Reflexões sobre Património Termal e Linha Férrea em conferência no CCC

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Pedro Leitão, um caldense por afinidade, deu a sua opinião e deixou algumas reflexões sobre a cidade das Caldas da Rainha e a região, durante uma conferência organizada pela associação Património Histórico (PH), que teve lugar no CCC, na passada quarta-feira. Caldas da Rainha como marca geográfica e de afirmação, a competitividade do concelho, o […]
Reflexões sobre Património Termal e Linha Férrea em conferência no CCC

Pedro Leitão, um caldense por afinidade, deu a sua opinião e deixou algumas reflexões sobre a cidade das Caldas da Rainha e a região, durante uma conferência organizada pela associação Património Histórico (PH), que teve lugar no CCC, na passada quarta-feira. Caldas da Rainha como marca geográfica e de afirmação, a competitividade do concelho, o potencial do concelho para assumir uma posição diferenciadora que lhe permita criar condições para captação de mais e melhor investimento e a modernização da Linha do Oeste como catalizador da economia local, foram os temas que deram o mote para uma conversa, com poucas pessoas, maioritariamente ligadas ao PS. Prova disso foi a presença de vários militantes, que se juntaram ao presidente da concelhia, Jorge Sobral, e ao seu candidato às eleições autárquicas, Delfim Azevedo, nas preocupações com alguns assuntos relacionados com o termalismo e a modernização da linha férrea. Também o candidato do CDS-PP, Manuel Isaac, compareceu e deu o seu contributo para o debate. “Nós temos potencialidades nas acessibilidades e temos de reflectir, porque pode ser uma oportunidade com esta crise”, referiu Isabel Xavier, presidente do PH, para quem “existem situações que ultrapassam o concelho e a questão dos protagonismos, de quem brilha mais. Devíamos de pensar de forma integrada, até com vários concelhos envolvidos”. Durante a discussão sobre o termalismo Manuel Isaac comentou que “sempre que aparece uma solução, logo aparece um problema”. “Quando apareceu a fundação era um papão. Agora aparecem privados e são outro papão. Entretanto o património vai embora e não conseguimos capitalizar o que temos de bom, que são as águas”, manifestou. “Os pavilhões do parque eram para desempenhar uma solução de receber termalismo mas nunca foi feito e penso que isso nunca vai acontecer porque não vejo nenhum privado fazer aquilo que ninguém conseguiu fazer até agora. O termalismo é peça importante para o desenvolvimento desta região e tem de haver uma solução”, afirmou. Estas afirmações surgiram depois de Jorge Sobral ter interpelado o orador desta palestra quando lhe pediu a opinião sobre “a unificação e transformação do património termal”. Pedro Leitão começou por citar uma entrevista publicada em 2003 onde um responsável de uma estância termal do Brasil disse que “as Caldas da Rainha podem ser o maior centro termal da Europa” e que “o património termal recolhe requisitos nunca vistos em parte alguma do Mundo”. “O concelho das Caldas é riquíssimo em material de património termal, mas exige planificação”, aludiu. Pedro Leitão considerou que “os caldenses têm a obrigação de pugnar pela protecção, conservação e valorização desse património. No caso das Caldas é uma obrigação colossal, dado o vastíssimo património”. “Eu confesso que não faz grande sentido disseminar o património. Acho que o património deve manter o seu carácter identitário e a abertura de financiamento privado deve honrar a identidade desse património, sob pena de se instalar o caos e era uma péssima homenagem ao nosso património. Comungo dessa preocupação”, afirmou. Também recorrendo-se a artigos publicados anteriormente, referiu que “na cidade das termas existe muita construção, mas não se aposta na qualidade dessa construção”, acrescentando que “este problema existe pela falta de planificação”. O presidente da concelhia do PS também participou no debate, dizendo que se mostra preocupado com a Linha do Oeste, pedindo uma opinião ao orador. “A Linha do Oeste terá de ser mais competitiva e a anunciada modernização é uma resposta aos próprios desafios lançados pela União Europeia. Só faz sentido harmonizar os recursos existentes se conseguirmos combinar os modos de transportes de cada zona”, começou por dizer Pedro Leitão. “Temos excelentes acessibilidades rodoviárias e esperam-se melhores com o pacote assinado pelo Governo e os Municípios do Oeste em detrimento do aeroporto da Ota para Alcochete. Se compaginarmos a modernização da Linha do Oeste com estes crescentes investimentos rodoviários, a nossa localização diz muito por si e não temos desculpas para não criar um parque industrial competitivo. Com esta mobilidade ficaremos muito bem munidos”, sustentou. “A Linha do oeste deve ser electrificada, mas terá de ter apenas três ou quatro estações, porque se tiver mais perde-se a competitividade”, explanou. Já Manuel Isaac sobre este tema afirmou que prefere a Linha do Oeste electrificada, mas com poucas paragens, sob pena de se perder a sua competitividade. “A futura Linha do Oeste não servirá só para transportar pessoas, mas também mercadorias. Penso que para ser um comboio rápido não pode parar em todas as estações, senão, não serve para nada”, disse. Carlos Barroso

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