O presidente da Câmara das Caldas quer que a cidade receba uma cerimónia nacional da revolução de 16 de Março, como forma de reconhecimento ao movimento que antecedeu o 25 de Abril. “Uma cerimónia com o senhor Presidente da República nas Caldas seria um reconhecimento aos homens que fizeram este movimento”, disse Fernando Costa, durante uma evocação local que teve lugar na Escola de Sargentos do Exército (ESE) e no Centro Cultural e de Congressos (CCC) da cidade. “Eu já falei dessa hipótese ao senhor Presidente da República. Será um marco bastante importante”, acrescentou, confessando que “a cidade já se disponibilizou para receber as cerimónias oficiais do dia 10 de Junho ou do dia 25 de Abril”. O autarca ponderou ainda que a cidade poderá fazer um tributo aos duzentos militares que participaram no movimento das Caldas, uma vez que o antigo Regimento de Infantaria 5, actualmente ESSE, foi condecorado com a medalha de honra da cidade. A data que para sempre será lembrada como a preparação para a Revolução de Abril foi mesmo motivo para que Josep Sanchéz Cervelló, um professor de história da Universidade Rovira i Virgili, desafiasse os políticos locais a reclamarem este facto histórico a nível nacional. “O acto das Caldas é marcante para a conquista da democracia do país”, afirmou. Também o presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Vasco Oliveira, destacou que “todos os caldenses se devem de orgulhar do 16 de Março”. No decorrer das cerimónias foi apresentado na sala multiusos do CCC o livro de Joana Tornada, “Nas vésperas da democracia em Portugal – o golpe das Caldas de 16 de Março de 1974”. A autora caldense escreveu este documento histórico como tese de mestrado. “Houve uma grande abertura dos militares e todos me receberam muito bem e contribuíram para este livro. Cada expressão tem o seu valor e depois confrontei o testemunho com outras fontes documentais, nomeadamente na GNR e no Exército. Foi uma experiência muito interessante, porque cruzámos as informações e reuniu-se consenso porque aquilo que era menos claro, ficou claro com estas provas”, revelou. A jovem mestrada em História Contemporânea trabalha na cidade e entende que ainda existe muito para investigar sobre o 16 de Março. Da obra da caldense foram impressos mil livros, sendo que duzentos exemplares foram adquiridos pela autarquia das Caldas. O arquivo histórico das Caldas brevemente vai receber mais duas mil obras desde a implantação da primeira República até aos dias de hoje, de uma colecção particular de um dos participantes no 16 de Março, apesar de ser de Lamego. Ferreira da Silva confessou que está disposto a “doar” toda a sua colecção porque “a Câmara das Caldas foi a única que mostrou interesse pelo 16 de Março e por esta colecção”, disse. Na cerimónia do 16 de Março, que decorreram na ESE, houve uma homenagem aos mortos, uma missa, seguindo-se uma visita aos locais que marcaram este acontecimento histórico, em que uma coluna do RI5 saiu em direcção a Lisboa na tentativa de derrubar o Regime, concluindo-se com uma visita ao Museu da ESE. As cerimónias foram presididas pelo Major General Piriquito, em representação do Estado Maior das Forças Armadas, assim como pelo comandante da ESE, coronel Lúcio Santos, e pelo presidente da Câmara. Carlos Barroso
Câmara das Caldas quer Presidente da República nas comemorações de 16 de Março
18 de Março, 2009
O presidente da Câmara das Caldas quer que a cidade receba uma cerimónia nacional da revolução de 16 de Março, como forma de reconhecimento ao movimento que antecedeu o 25 de Abril. “Uma cerimónia com o senhor Presidente da República nas Caldas seria um reconhecimento aos homens que fizeram este movimento”, disse Fernando Costa, durante […]
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