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Caldenses coleccionam milhares de pacotes de açúcar

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Existem nas Caldas da Rainha vários coleccionadores de pacotes de açúcar que têm guardados milhares de exemplares. No próximo domingo de manhã, o Clube Português de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar (CLUPAC) reúne em Assembleia Geral, no Arneirense, no Bairro dos Arneiros, para aprovação do relatório e contas referente ao ano de 2008. Seguir-se-á um […]
Caldenses coleccionam milhares de pacotes de açúcar

Existem nas Caldas da Rainha vários coleccionadores de pacotes de açúcar que têm guardados milhares de exemplares. No próximo domingo de manhã, o Clube Português de Coleccionadores de Pacotes de Açúcar (CLUPAC) reúne em Assembleia Geral, no Arneirense, no Bairro dos Arneiros, para aprovação do relatório e contas referente ao ano de 2008. Seguir-se-á um almoço servido na associação e de tarde haverá um encontro de trocas aberto ao público. José António Araújo e Fernando Conde contaram ao JORNAL DAS CALDAS a sua vida de coleccionadores. “Normalmente somos consumidores de café, mas a maioria não consome o açúcar”, refere Fernando Conde, que também tem uma grande colecção de pacotes de chá. Mas os pacotes de açúcar guardam-se independentemente se o conteúdo é comido ou não. Aliás, para a melhor conservação dos pacotes, o açúcar deve ser retirado. “Temos o cuidado de com um x-acto fazer um pequeno corte junto à costura do pacote, despejar o açúcar e meter uns livros em cima para ficar bastante espalmado, depois organizamos de várias maneiras”, descreve Fernando Conde. “Sou coleccionador desde miúdo, primeiro de selos, depois moedas, há cinco anos comecei com pacotes de açúcar, é barato, vamos tomar café e temos acesso aos pacotes, e às vezes os donos dos cafés ou pastelarias deixam-nos procurar as variedades”, relata José Araújo, que é vice-presidente do CLUPAC. “Há coleccionadores que com a própria colher do café furam o pacote, extraem o açúcar e guardam o pacote”, indica José Araújo, confessando que não consegue tomar café sem açúcar. Os pacotes de açúcar são um meio de publicidade e é essa aposta comercial que cria a diversidade e dá azo ao aparecimento de coleccionadores. Quanto mais antigo, mais valioso é o pacote. A procura de pacotes não pára. “Costuma ser um vício. Quando faço uma viagem qualquer, a primeira que faço é ver que cafés é que há”, confessa José Araújo. Fernando Conde vai mais longe para recolher mais pacotes diferentes: “Em saídas que fazemos, a minha mulher costuma tomar café num estabelecimento e eu noutro”. As ofertas também são muitas. “Os amigos já se preocupam em arranjar pacotes para me darem”, aponta Fernando Conde. Estes dois coleccionadores estão também a impulsionar um evento mensal designado por “Encontros a Oeste”, que pretende juntar numa manhã de domingo os coleccionadores de pacotes de açúcar da região para conviverem e efectuarem trocas. Inicialmente realizado em Alcobaça, desde este mês passou a efectuar-se em Caldas da Rainha, na Pastelaria Lala, junto da Estação da CP, todos os segundos domingos de cada mês, pelas 9.00 h, coincidindo assim com a Feira de Velharias e Antiguidades que se realiza no Parque D. Carlos I. “Há coleccionadores que podem aproveitar para dar uma volta na Feira”, afirma José Araújo, que diz já ter comprado pacotes de açúcar nesse evento. E porque há vários coleccionadores de pacotes de açúcar que são também coleccionadores de calendários de bolso, decidiu-se abrir os “Encontros a Oeste” a esta vertente do coleccionismo que tantos adeptos tem também nesta região. “Há muitos coleccionadores de pacotes de açúcar que simultaneamente coleccionam calendários de bolso”, frisa José Araújo. Francisco Gomes

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